Publicado em: sábado, 14/04/2012

Gol fará novo corte de funcionários

Depois de demitir 205 tripulantes no início de abril, a Gol já anunciou um novo corte ontem. Diferente da primeira demissão que foi apenas entre os tripulantes, desta vez o corte também atingirá os mais graduados dentro da companhia. O número de vice-presidências, por exemplo, caiu de três para duas e quem sairá será Ricardo Khauaja, que trabalhava no comando da área de clientes e mercado. Houve também a eliminação de quatro diretorias e mais 26 cargos importantes da empresa. Ontem as ações da companhia fecharam com baixa de 4,10% na BM&FBovespa, sendo considerada a terceira pior queda no dia de ontem.

Constantino de Oliveira Jr., presidente da Gol, disse que as medidas visam objetivos estratégicos, tais como a simplicidade, foco em controle de custos, eficiência e competitividade. Serão mantidos os cargos de vice-presidência técnica-operacional, que atualmente é ocupada por Adalberto Bogsan e também a de finanças e estratégia, que está a cargo de Leonardo Pereira. Com o fim da terceira vice-diretoria, os setores comercial e de marketing passam a responder diretamente à presidência da empresa.

Guerra tarifária e alta do preço do querosene explica o prejuízo da empresa

Além da diminuição do número de funcionários, a empresa também deve anunciar um corte de 80 a 100 voos até final de abril. O objetivo é a redução de custos. A empresa tem atualmente uma malha composta por 1100 a1150 voos diários. Nesse contexto o corte significará uma queda de 8% nas atividades. Esses cortes pretendem melhorar a situação da empresa, já que no último balanço de 2011 a Gol teve prejuízo de R$ 710,4 milhões. Essa queda nos lucros, segundo analistas, se deve a guerra tarifária com as demais empresas de aviação e também pelo aumento do preço do querosene, que teve uma alta de 23,7%.