Publicado em: sexta-feira, 20/09/2013

Gigantes ficam de fora da disputa no Leilão do Pré-Sal

Leilão do Pré-SalA Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não ficou satisfeita com a ausência das gigantes petrolíferas britânicas BO e BG e a norte americana ExxonMobil do leilão do campo de Libra. A diretora geral da Agência, Magda Chambriard, afirmou em uma entrevista dada no Rio de Janeiro que tinha a expectativa de que ao menos 40 empresas declarassem interesse em participar do leilão do pré sal brasileiro.

Terminou ontem o prazo para registro das empresas e de acordo com um comunicado divulgado pela ANP, somente onze consórcios ou empresas completaram o processo de inscrição. Este processo incluía além das informações, o pagamento de uma alta taxa, no valor de R$ 2 milhões. Entre as que concluíram a inscrição e participam do leilão estão: a francesa Total, a anglo-holandesa Shell, a hispano-chinesa Repsol/Sinopec, a malaia Petronas, a portuguesa Petrogal, a indiana ONGC Videsh, a japonesa Mitsui, a colombiana Ecopetrol, as chinesas CNOOC e CNPC e a Petrobras.

Chambriard ainda declarou atribuir a falta de interesse de outras empresas ao contexto global atual. A diretora geral da ANP ainda revelou ter recebido ligações de pessoas representando as três gigantes petrolíferas que ficaram de fora, informando que estaria fora do leilão por conta de algumas questões específicas de cada uma das empresas, mas deixando reafirmado o interesse em investir no país. O que também chamou atenção foi a ausência da americana Chevron, que também não integrou a lista de empresas que participam do leilão.

Apesar disso, o governo afirmou estar satisfeito com o resultado final do perfil das empresas que estão inscritas. Chambriard ainda frisou que existem sim petrolíferas de peso entre as interessadas. O que se espera é que Libra seja capaz de produzir algo próximo de oito a 12 bilhões de barris de petróleo, transformando o local no campo com maior descoberta de petróleo de toda a história do Brasil. O leilão está previsto para acontecer no próximo dia 21 de outubro, sendo o primeiro a acontecer dentro do regime de produção compartilhada, garantindo a presença da Petrobrás em todas as jazidas. Isso significa na prática que a empresa brasileira vai explorar ao menos 30% do campo, enquanto apenas os 70% restantes serão levados a leilão.