Publicado em: terça-feira, 19/03/2013

Geração conectada deixa de realizar compra de automóveis e opta por alugar carro por hora

Geração conectada deixa de realizar compra de automóveis e opta por alugar carro por horaEngarrafamentos no dia-a-dia e cada vez mais longos, aumento no valor de combustíveis, edifícios com menores quantidades de vagas em garagem e aumento de investimentos no transporte público está criando um cenário de maneira favorável para que surja um novo mercado de automóveis no país.

Começado no ano de 2010 na cidade de São Paulo, onde congestionamentos que chegam a mais de 100 km são uma rotina e que está atravessando obras para a infraestrutura de mobilidade devido a Copa do Mundo de 2014, o fato de compartilhar veículos está sendo feito pela empresa Zazcar, que tem a meta de ter crescimento em sua base de clientes em aproximadamente cem vezes durante os próximos cinco anos.

Este serviço é uma espécie de modalidade de aluguel de automóveis que está tendo popularidade nos mercados mais maduros como dos Estados Unidos e da Europa, onde inclusive montadoras de automóveis investem neste conceito.

Uma pesquisa da KPMG junto a executivos de principais indústrias de automóveis no planeta, que foi divulgada durante este ano, diz que 72% deles estão acreditando que o conceito de mobilidade no serviço é uma alternativa para a propriedade de carros nas áreas urbanas.

Serviços ao invés da propriedade

O cliente pode realizar a reserva através da Internet de um carro para utilizar durante algumas horas, sem necessitar ter preocupações com combustível, impostos ou outros gastos que são referentes com propriedade do automóvel, como o IPVA, o DPVAT, o licenciamento e o seguro.

Um exemplo para a utilização é chegar do trabalho por transporte público e alugar um veículo para suas eventuais reuniões fora de seu escritório. No fim do compromisso, o cliente irá devolver o seu veículo no ponto que retirou.

O presidente Felipe Barroso da Zazcar diz que esta nova era da informação fez com que fosse criada uma geração que tem maior abertura para o conceito de acesso a um bem, ao invés de ser proprietário do bem. Ele ainda diz que as pessoas percebem esta mobilidade como um serviço, conforme Barroso 25% dos 2.300 atuais usuários atuais do serviço da empresa chegaram a vender os seus automóveis ou não compraram veículos novos.