Publicado em: terça-feira, 26/02/2013

Gastos com tecnologia da informação tiveram aumento de quase 6% no ano passado

Gastos com tecnologia da informação tiveram aumento de quase 6% no ano passadoOs gastos com tecnologia da informação (TI) tiveram um aumento de 5,9% no ano passado, e chegaram a totalizar US$ 2 trilhões durante o período, apontou a consultoria IDC durante esta segunda-feira (25). O valor faz a consideração de equipamentos, software e de serviços de TI. Quando estão inclusos os serviços de telecomunicações, o aumento chega a 4,8%, e chega em US$ 3,6 trilhões.

Mesmo com a perspectiva de que haja manutenção de um cenário instável na economia global, a empresa que realiza pesquisas prevê que o setor possa registrar índices parecidos para o crescimento neste ano, tendo expectativa de aumento de 5,5%, na medida em que as empresas e consumidores vão continuar a fazer investimentos em segmentos como o de dispositivos móveis, o armazenamento de dados, das redes e de aplicativos.

Mesmo com o destaque da manutenção e o ritmo de crescimento que foi observado em 2011, quando o setor teve crescimento de 5,8%, a IDC ressaltou dificuldades que foram enfrentadas na indústria de computadores, que teve 2% de quedas de receita comparado ao ano anterior.

A empresa apontou que essa tendência se estende em equipamentos e componentes de servidores, que são grandes computadores que podem centralizar o processamento das informações de empresas, monitores e celulares que tem recursos básicos para vídeos e acessos para a internet, que são conhecidos como feature phones.

A queda dessa categoria ocorreu devido ao avanço dos tablets e smartphones. Conforme aponta a IDC, é a primeira vez que gastos com smartphones chegaram a superar gastos em PCs. A primeira categoria teve registro de gastos em ordem de US$ 300 bilhões e os PCs tiveram US$ 233 bilhões.

O vice-presidente de pesquisas Stephen Minton da IDC diz que a canibalização está ocorrendo na indústria inteira, e os smartphones já superam os feature phones e a adoção dos tablets está tendo impacto em gastos com PCs e computação com nuvem afeta mercados tradicionais de softwares, serviços e de infraestrutura. Segundo Minton, os gastos com TI estão crescendo de maneira orgânica, porém não no ritmo do período antes de a crise financeira ocorrer, conforme ele, as empresas adotam soluções de TI como, por exemplo virtualização, automação e software de serviço como maneiras para que o aumento anual em orçamentos de TI seja reduzido, em um período em que a incerteza econômica continua alta.

A IDC faz a estimativa de que a economia norte-americana possa alcançar estabilidade durante o segundo semestre, devido a impulsos no crescimento de 5,5% em gastos com TI. Da mesma forma, a consultoria pode prever que haverá mais um ano complicado para a Europa, com expectativa de que haja crescimento de só 2% no setor. No Japão, há a projeção de que seja mantido o patamar de gastos que foram registrados no ano passado. Minton afirma que vai ser outro ano complicado para economias maduras.

O analista afirma ainda que a fraqueza da Europa, com a medida que os governantes continuam a usar medidas para austeridade, que causam impactos diretos e indiretos em gastos com Tecnologia da Informação, também estão prejudicando exportações no Japão. Conforme aponta a avaliação na consultoria, mercados de países emergentes como o Brasil, China e Índia também estão sofrendo com impactos causados por estas incertezas da economia, porém, a IDC está prevendo que ocorra um ano mais otimista nesses países, em especial no mercado da China.