Publicado em: quarta-feira, 21/03/2012

Gangue de loiras realizava seqüestros relâmpagos em São Paulo

Gangue de loiras realizava seqüestros relâmpagos em São PauloO grupo é composto por mulheres loiras, de classe média alta e que falam mais de um idioma, já tendo viajado para o exterior. Essas características foram os principais obstáculos para que a Polícia Civil de São Paulo conseguisse ligá-las aos mais de 50 sequestros relâmpagos nos últimos cinco anos na capital de São Paulo. Num dos casos identificados pela Polícia, as loiras gastaram mais de R$ 17 mil no cartão de crédito de uma das vítimas.

O esquema da “gangue das loiras” estava sendo investigado há mais de dois meses, sendo apresentado ontem, terça feira (20), pelo titular da 3ª Delegacia Antissequestro do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Alberto Pereira.

De acordo com Pereira, o grupo formado pelas seis mulheres, sendo que uma era morena, abordava mulheres, que pareciam ser ricas, em locais como estacionamentos de shoppings e supermercados. Pereira informou, inclusive, que as vezes uma das integrantes acompanhava a vítima dentro do estabelecimento para ver se a pessoa ia gastar bastante.

O delegado também afirmou que os crimes ocorriam mesmo à luz do dia. O grupo rendia a vítima no estacionamento e a mantinha refém em seu próprio carro, que ficava rodando pela cidade. Enquanto o carro circulava, uma das “loiras” usava documentos e cartões da vítima para realizar compras e saques. A estratégia era escolher vítimas que se assemelhassem fisicamente com as criminosas e usar roupas provocantes, para o caso de distrair o atendente no momento em que alguma documentação fosse solicitada.

Somente uma integrante do grupo foi presa até o momento: Carina Vendramini, de 25 anos. A polícia informou que a jovem foi capturada em Curitiba, onde vivia e possuía emprego fixo, e que a lira só viajava a São Paulo pare realização dos crimes.

Perfil

Delegado Pereira alegou que o grupo agia com muito profissionalismo, dificultando bastante a investigação da polícia. “Elas não ficavam mais de uma semana com o mesmo celular. Tenho muitos anos de trabalho em crimes contra o patrimônio, e há tempos não via uma quadrilha tão bem organizada”, contou.

As mulheres da gangue já possuem passagem pela polícia, além de muitas terem roubado condomínios, sendo mais tarde adeptas do seqüestro relâmpago. A única presa até o momento, Carina Vendramini, era a mais experiente do grupo, tendo incluído no esquema a própria irmã, Vanessa Vendramini.

Com exceção de Carina, todas as integrantes moram na Bela Vista, localizada na região central de São Paulo.