Publicado em: quinta-feira, 06/06/2013

Fundador do site WikiLeaks vai de humanitário a terrorista em filme

Fundador do site WikiLeaks vai de humanitário a terrorista em filmeO fundador do WikiLeaks, Julian Assange, australiano será vilão e mocinho nas telas do cinema. Seu lado bom será como de um cara muito inteligente, humanitário e de visão anarquista, quase um John Lennon quando se fala de seu idealismo.

Porém, ele será este ídolo apenas no início de “We Steal Secrets: The Story Of WikiLeaks”, que traduzindo seria como, nós roubamos segredos: a história do WikiLeak, um documentário que estreou recentemente nos Estados Unidos da América.

Depois de longas duas horas de filme o gênio idealista some e vira o seu oposto. O lado mau de Assange é arrogante, ligado a atos terroristas, maquiavélico e manipulador, meio doente mentalmente, e como se não fosse o suficiente ele ainda fede e é um estuprador.

Alex Gibney, que recebeu o Oscar pelo filme “Um Táxi para a Escuridão” em 2007, é o diretor deste documentário “We Steal Secrets” e ele usa estes elementos que dão nome ao personagem principal deixando a sua figura um tanto misteriosa.

O WikiLeaks era um site que foi vetado que possibilitava a publicação de qualquer tipo de informações, principalmente as confidenciais. Este portal impulsionou as revoltas da Primavera Árabe e ainda desmascarou a corrupção bancária que havia na Islândia.

Para Assange que começou nos anos 80 como hacker, invadindo sistemas da Nasa e também do governo da Austrália, isso toda era apenas um exercício intelectual. Ele ainda tentou vender a sua entrevista para o diretor Gibney por um milhão de dólares, mas o diretor não aceitou.

No documentário e na vida real, a atuação de Assange começa a dar errado depois de ele atuar com informações de guerras, como a do Iraque e Afeganistão. Ele começa a vender informações para jornais e ele não quer que eles apaguem os nomes das pessoas envolvidas em suas denuncias, começando uma briga com editores.

O filme desenrola em torno de suas atuações no portal e seus relacionamentos com pessoas consideradas doentes, então, Assange é acusado na Suécia por crimes sexuais, neste país, sexo sem camisinha é considerado estupro.

Muito criticado ele fica isolado e abalado, hoje ele ainda permanece, já há um ano, refugiado na embaixada do Equador na cidade de Londres, na Inglaterra. E o diretor Gibney acha irônico ele estar seguro exatamente num país com história em perseguir e prender jornalistas.