Publicado em: quarta-feira, 14/03/2012

Fundador do Megaupload acusa funcionários públicos norte-americanos de utilizarem o site

O alemão Kim Schmitz, fundador do site Megaupload, mais conhecido como Dotcom, afirmou que os funcionários públicos dos Estados Unidos de estarem entre os maiores usuários do site de compartilhamento, que de acordo com os EUA, foi responsável por uma rede de pirataria na internet.

O fundador do site e outros três executivos do Megaupload foram detidos no mês de janeiro na Nova Zelândia. As detenções faziam parte de uma operação internacional que incluía o fechamento do site e diversas prisões na Europa. No final do mês passado, a Justiça neozelandesa deu liberdade condicional a Dotcom.

Schmitz está adotando diversas medidas legais para realizar uma listagem dos antigos usuários do site, com a ajuda de informações fornecidas pelos adeptos no site. De acordo com um jornal do país, o New Zealand Herald, ao longo destas pesquisas, Dotcom teria encontrado muitos funcionários públicos norte americanos entre os usuários com contas no site de compartilhamento. “Imaginem que encontramos um grande número de contas de funcionários do governo americano, incluindo os do Departamento de Justiça e do Senado”, declarou.

Arquivos e acusações

Pessoas que utilizavam os serviços do Megaupload reclamaram pela perda de arquivos pessoais legítimos depois do fechamento do site. Dotcom declarou estar negociando com o Departamento de Justiça norte americano a autorização para que esses usuários possam recuperar seus arquivos.

A Justiça americana pretende levar a julgamento sete pessoas que trabalhavam no portal de compartilhamento, entre eles o fundador Dotcom e os três diretores que foram presos na Nova Zelândia, com as acusações relacionadas à pirataria digital, crime organizado e lavagem de dinheiro. Os EUA acusam o site por danos à propriedade intelectual superior a 500 milhões de dólares, além de ter conseguido de forma ilícita uma receita de 175 milhões de dólares.

Até o ano de 2008 o Megaupload foi um serviço que era considerado de armazenamento de arquivos pagos, pois tinha um sistema que proibia usuários não associados de realizar downloads. Em 2009, o site foi totalmente remodelado, permitindo o serviço também oferecesse uma opção gratuita. Até o início de 2012, quando o site foi fechado, o serviço era oferecido em 18 idiomas.