Publicado em: sexta-feira, 29/06/2012

Funcionários do Itamaraty param e greve atinge 125 postos brasileiros no exterior

A paralisação dos funcionários do Itamaraty tem dificultado a vida das pessoas que precisam realizar serviços nos consulados brasileiros em diversos países de todo o mundo. A greve, que começou no último dia 14 de julho, já atinge 125 postos brasileiros no exterior, incluindo representações, consulados e embaixadas.

Em uma reunião com o Ministério do Planejamento realizada nesta sexta-feira (29), os servidores do Itamaraty irão decidir se continuarão ou não com a paralisação por tempo indeterminado. Em Londres, na primeira semana de greve, apenas os casos mais graves foram atendidos pelos funcionários do consulado.

Porém, o embaixador do Brasil no país já autorizou que os funcionários que seguem trabalhando pudessem atender todas as situações, mesmo que as pessoas não tivessem marcado horários para receber atendimento.

Esses funcionários em greve são responsáveis pelo atendimento aos cidadãos brasileiros nos postos, por atuar em políticas públicas, além de realizar rotinas administrativas. Uma das principais reivindicações dos grevistas, que são oficiais e assistentes de chancelaria é receber o mesmo que ganham outros funcionários de carreiras correlatas na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A comparação com os salários dos funcionários da Abin se deve ao fato de, de acordo com as informações do Sindicato dos Servidores do Itamaraty, de a agência ter uma organização de funções muito parecida com os do Ministério das Relações Exterior e, por conta disso, os salários deveriam ser semelhantes.

Se as exigências forem atendidas, os oficiais de Chancelaria passariam a receber um salários de R$ 12 mil e os assistentes receberiam um salário de R$ 5 mil. O salário atual das duas categorias é um pouco maior do que a metade desses valores desejados.

Outra reivindicação dos servidores é uma alteração na forma com que eles são pagos. Hoje em dia, eles recebem um salário base, mais gratificações ao cumprir as metas da instituição, além de avaliações individuais de trabalho.

Porém, eles desejam que os seus pagamentos sejam feitos como são os de diplomatas e outras carreiras de Estado, nas quais eles recebe, um salário único chamado subsídio, sem bônus ou gratificações.