Publicado em: sexta-feira, 03/08/2012

Funcionários da GM voltam ao trabalho em São José dos Campos

Funcionários da GM voltam ao trabalho em São José dos CamposDepois de fazerem uma paralisação durante a quinta-feira, 2 de agosto, os funcionários da fabrica da General Motors (GM) de São José dos Campos, no interior do estado de São Paulo, voltaram ao trabalho nesta sexta-feira, 3 de agosto.

De acordo com as informações fornecidas pelo Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, a previsão é de que o único modelo que continua sendo produzido na unidade de fábrica da GM em São José dos Campos, o Classic, irá cair de 375 unidades por dia para apenas 80 unidades por dia. A companhia, no entanto, não quis comentar essas informações sobre a sua produção.

Apesar de os sindicalistas estarem presentes na hora da entradas dos funcionários da GM no primeiro turno, não houve nenhum tipo de assembleia nesta sexta-feira. Na noite de quinta-feira, 2 de agosto, os trabalhadores tiveram uma reunião com o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e teriam ficado mais confiantes depois da conversa.

No sábado, 4 de agosto, uma nova reunião deverá acontecer na prefeitura de São José dos Campos entre a GM, o sindicato que representa os metalúrgicos, além de representantes dos governos federal, estadual e municipal.

Durante a quinta-feira, cerca de mil trabalhadores fizeram um bloqueio no trecho do quilômetro 141 da via Dutra. A manifestação fez com que um congestionamento de dez quilômetros fosse registrado nos dois sentidos da pista. Os manifestantes estavam protestando contra declarações que foram feitas por Guido Mantega, ministro da Fazenda, depois que ele teve uma reunião com a General Motors.

Na ocasião, o ministro da Fazenda tinha afirmado que a montadora GM tinha um saldo positivo na criação de postos de trabalho. Os manifestantes não gostaram da declaração de Mantega, por achar que ele não levou em consideração a situação dos cerca de 1.500 trabalhadores que podem ser demitidos pela GM nos próximos dias casos a empresa e os sindicalistas não entrem em um acordo sobre o destino da unidade de produção localizada em São José dos Campos.