Publicado em: terça-feira, 06/08/2013

Fraude no Metrô de SP: Polícia federal investiga licitações

Fraude no Metrô de SPForam abertos pela Polícia Federal dois inquéritos que visam investigar a formação do esquema conhecido como cartel nas licitações para prestação de serviço nos metrôs e trens metropolitanos durante os anos do governo de candidatos do PSDB: Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. Já está no Ministério Público o primeiro inquérito, que já foi relatado. O segundo foi aberto há pouca mais de um mês, depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica realizou um busca e apreensão de documentos nas empresas que estão sofrendo a investigação.

De acordo com José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, os inquéritos foram abertos, com base nos fatos já conhecidos, para que fossem apurados os eventuais crimes ocorridos neste período. Ele ainda informou que a Polícia Federal esteve presente acompanhando a busca e apreensão dos documentos. Cardozo ainda declarou que era lamentável e descabido a forma como o governo de São Paulo vem se comportando, se referindo a acusação de que o Cade estaria atuando como polícia política do partido de oposição, o Partido dos Trabalhadores.

O Cade está subordinado ao Ministério da Justiça e atua agora apurando se houve algum acordo entre empresas, nacionais e também estrangeiras, para o processo de licitação de obras no metrô de São Paulo, assim como da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, a CPTM. Cardozo afirmou que este é o momento dos agentes públicos perceberem que não faz sentido uma investigação ser aplaudida quando Cade vem sendo acusado de perseguição política, tentando politicar uma séria investigação sobre o caso, realizada por um órgão que tem sua qualidade técnica reconhecida internacionalmente, assim como sua isenção.

Tudo começou quando a empresa alemã Siemens revelou ao Cade que existia uma conivência de agentes do estado para a realização do esquema de cartel, no caso da compra de equipamentos ferroviários, mas também para a construção e manutenção das linhas de metrôs e trens em São Paulo e no Distrito Federal. Documentos provaram mais tarde que o superfaturamento das obras resultavam em um prejuízo de quase R$ 580 milhões aos cofres públicos das duas cidades.