Publicado em: sexta-feira, 13/01/2012

França suspeita que morte de jornalista tenha sido sabotagem

O jornal francês Le Figaro informou nesta sexta-feira (13) que o governo da França acredita que a morte do jornalista Gilles Jacquier, que trabalhava para a televisão pública “France-2”, pode ter sido uma sabotagem. Jacquier foi o primeiro jornalista do Ocidente a ser morto nos protestos que vêm acontecendo na Síria desde março, quando a população deu início às manifestações contra o governo de Bashar al Assad.

A publicação do jornal cita uma fonte próxima ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, que teria afirmado que o governo suspeita de manipulação, mas não há provas que comprovem essa hipótese. De acordo com a fonte citada pelo jornal, “as autoridades sírias eram as únicas pessoas que sabiam que um grupo de jornalistas ocidentais visitaria Homs naquele dia e o bairro onde os profissionais estavam. Podemos crer num acidente terrível e infeliz, Mas é uma coincidência muito boa para um regime que tenta desestimular os jornalistas estrangeiros e demonizar a rebelião.”

Jacquier fazia parte de um grupo de jornalistas que estava em Homs com autorização do governo para cobrir uma manifestação em apoio ao presidente. Atualmente, o governo sírio ainda limita a entrada de jornalistas no país. Autoridades da Síria prometeram dar início a uma investigação para apurar o caso.

Outros jornalistas que estavam com Jacquier afirmaram que acreditam que as bombas responsáveis pela morte do colega tenham sido de origem militar. Horas antes da sua morte, Jacquier havia reclamado que a visita não passava de uma “operação de propaganda”, pois eles não receberam autorização para andar pelas ruas de Damasco, capital da Síria.