Publicado em: quarta-feira, 18/03/2015

França quer proibir implantes nos seios após descoberta de novo câncer

O Instituto do Câncer da França realizou um estudo e os resultados, divulgados ontem pelo instituto, indicam que os implantes de prótese nos seios podem acabar resultando no desenvolvimento de um tipo raro de tumor, dentro do sistema linfático no organismo humano. Por conta das conclusões que os especialistas chegaram com esse estudo, o governo do país agora estuda realizar a proibição de implantes de próteses mamárias na França, tornando o país um dos mais radicais na Europa. Os cientistas do Instituto Nacional do Câncer do país revelaram uma nova doença, identificado como “linfoma anaplásico de grandes células associado a um implante mamário (LAGC-AIM)”.

Os pesquisadores agora propõe que esse tipo de câncer seja acrescentado na lista da Organização Mundial de Saúde que classifica as doenças. O relatório do instituto aponta que existe claramente uma relação entre o surgimento da doença com a implantação de próteses nos seios. De acordo com o relatório, nenhuma mulher que não continha próteses nos seios foi diagnosticada com o mesmo tipo da doença. De acordo com a avaliação dos oncologistas franceses, existe um risco 200 vezes maior que esse tipo de linfoma surja nas mulheres que realizaram implantes mamários, em comparação com a população feminina em geral.França quer proibir implantes nos seios após descoberta de novo câncer

Os pesquisadores ainda ressaltam que a frequência do desenvolvimento dessa doença é muito baixa. De acordo com o levantamento, desde o ano de 2011, menos de 20 mulheres chegaram a desenvolver esse novo câncer na França. Apenas uma delas acabou morrendo em decorrência da doença. O estudo teve início por um pedido das próprias autoridades francesas do campo da saúde depois que foi identificado um aumento muito rápido dos casos desse tipo raro de câncer, dentro de um período de tempo muito curto. Ainda que o número de pessoas atingidas pela doença seja limitado, as autoridades da saúde estão mais preocupados com a velocidade que a doença vem progredindo.

De 2011 para 2014, o número de casos cresceu de dois para onze, preocupando a área médica. O ministério da saúde afirmou que as mulheres que já tem implantes não precisam se preocupar e retirar as próteses, porque as autoridades estavam em vigilância total desses casos.