Publicado em: segunda-feira, 03/03/2014

Fraco desempenho econômico em 2013 vira arma política na pré-campanha presidencial

Desempenho econômico em 2013 vira arma política Adversários de Dilma Rousseff na disputa à presidência, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) criticaram o baixo resultado do Produto Interno Bruto brasileiro no ano passado. Campos foi o mais incisivo, afirmando que o resultado foi medíocre. Já Aécio salientou que os demais países emergentes tiveram melhores desempenhos em 2013.

Com crescimento de 0,7% nos últimos três meses do ano passado em relação ao trimestre anterior, a economia brasileira fechou o ano com avanço de 2,3%, considerado positivo pelo governo federal, e que surpreendeu o mercado. O desempenho do PIB e a meta pra 2014 foram determinantes para as seguidas quedas do dólar, marcando o nível mais baixo em relação ao real em dois meses, além de uma alta de 2% do Ibovespa.

Para o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, o desempenho do PIB não é reflexo de uma recuperação econômica, ou de uma retomada no ritmo ideal. Para ele, a política econômica brasileira tem uma série de erros que limitam a capacidade de propiciar maior desenvolvimento e qualidade de vida para a população.

Já o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que também preside nacionalmente seu partido, foi além, acusando o governo federal de comparar o PIB brasileiro ao de países com a economia em baixa, para dar aspecto positivo ao resultado e enganar a população. Segundo ele, o brasileiro está acostumado a se contentar com pouco.

Dilma domina pesquisas

A presidente Dilma Rousseff lidera com certa folga as pesquisas de intenção de voto para a disputa da reeleição em outubro deste ano, inclusive conquistando, segundo perspectiva das simulações, a vitória ainda no primeiro turno. Porém o número de indecisos ainda é bastante elevado, o que poderia fazer diferença para Campos ou Aécio na busca por forçar um segundo turno.