Publicado em: terça-feira, 27/01/2015

Fórum Econômico discute medidas contra câncer

Na última semana foi encerrado o Fórum Econômico Mundial (WEF em inglês), realizado em Davos, na Suíça. Esta edição foi a primeira ocasião em que o evento debateu sobre a necessidade de discutir medidas mundiais para conseguir combater a expansão de uma doença que faz muitas vítimas, o câncer. De acordo com informações do diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, Luiz Antonio Santini, o assunto ser discutido no Fórum Econômico se trata de uma grande conquista.

Alguns dados sobre a doença foram levantados no último ano pelo Fórum Mundial de Oncologia, indicando que as perdas com invalidez, tratamento e morte em decorrência da doença já chega a US$ 2 trilhões por ano. Esse valor corresponde a 1,5% do PIB Mundial, o Produto Interno Bruto de todo o mundo. Para o diretor geral do Inca, Santini, o câncer está se tornando uma doença que representa cada dia mais um problema que precisa ser tratado como saúde pública mundial.Fórum Econômico discute medidas contra câncer

Ele lembrou que, diferente do que se pensou por muito tempo, o câncer não é um problema que está restrito aos países mais desenvolvidos, para pessoas de classe social mais alta ou mais ricos. Santini reiterou que o cenário atual vem sendo justamente o contrário. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a previsão do órgão é que quando se chegar ao ano de 2030, entre homens, mulheres e crianças tenham sido registrados 22 milhões de novos casos da doença. Nessa marca, também terão sido atingidas 13 milhões de morte, especialmente nos países com menos desenvolvimento e entre as pessoas mais pobres.

Diante dessa perspectiva e também do alto investimento para garantir diagnóstico e tratamento da doença, Santini defendeu que é preciso haver um esforço conjunto dos países para frear o avanço da doença. Ele afirma que colocar esse tema na ordem do dia da economia mundial representa uma importante conquista para toda a sociedade, mas especialmente para a comunidade envolvida com esse assunto.

Santini frisou que o câncer exige ações conjuntas, como já foi sugerido no Fórum em Davos. O Brasil já conquistou reconhecimento internacional pelas ações de prevenção de câncer, como o Programa de Controle do Tabagismo.