Publicado em: sexta-feira, 24/08/2012

Fórum discute formas de melhorar o atendimento de emergência na saúde pública

Fórum discute formas de melhorar o atendimento de emergência na saúde públicaEntre ontem e hoje estão reunidos diversos representantes dos conselhos de Medicina de sete estados para debater problemas e possíveis soluções para o atendimento emergencial no sistema público de saúde. Todos estão reunidos no Fórum Sul-Sudeste sobre Urgência e Emergência. O evento acontece no Rio de Janeiro e é promovido pelo Cremerj, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro. Conforme explicou Aloísio Tibiriçá, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), um dos principais problemas do sistema de saúde do Brasil é o atendimento emergencial.

Pacientes reclamam da falta de vagas e de profissionais qualificados

Segundo ele, as maiores reclamações são de que os pacientes, ao procurarem atendimento, encontram sérias dificuldades. Trata-se na maioria, segundo ele, de problemas estruturais como, por exemplo, a falta de médicos, de equipes, de pediatras e até mesmo de clínicos gerais. Segundo ele, algo que precisa ser discutido é um número de médicos já determinado, pois não essa regulamentação e o número de médicos por paciente é aleatório. Tibiriçá acrescenta ainda que uma das maneiras de determinar isso é de acordo com o setor e também com a gravidade dos casos. Além disso, o evento pretende ter um espaço para debater sobre as vagas nas emergências.

Faltam leitos para pacientes, diz médico

De acordo com o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) um dos maior problemas que o Brasil enfrenta hoje é a falta de leitos. Segundo ele, nosso país tem metade da quantidade de leito que a Espanha tem, por mil habitantes. Associado a isso há falta de profissionais e desorganização do setor. Além disso, há sobrecarga de trabalho para os poucos profissionais que trabalham nessas unidades de tratamento emergencial e isso tem um impacto negativo na qualidade do atendimento oferecido aos pacientes.