Publicado em: segunda-feira, 07/04/2014

Forças Armadas ficam à frente de 15 comunidades no Rio

Forças Armadas ficam à frente de 15 comunidades no RioNeste sábado (5), as Tropas do Exército e da Marinha, substituíram parte do efetivo da Polícia Militar no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio.

Essa operação que ficou conhecida pelo nome de “São Francisco”, quem vai à frente é o Comando Militar do Leste (CML), onde possuem 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, 450 da Marinha, 200 da Polícia Militar e uma equipe avançada da 21ª DP de Bonsucesso. Se o reforço for preciso, a Aeronáutica também poderá ajudar nas operações.

O deslocamento dos militares começou em torno das 5h da manhã, e afim de facilitar a passagem das tropas e blindados, a pista lateral da Avenida Brasil, que fica entre Manguinhos e Ramos, localizado no sentido Zona Oeste, precisou ser interditada evitando maiores transtornos, entretanto, o trânsito na Linha Vermelha não foi interrompido. Os Homens do Exército fizeram blitz em todos as entradas da comunidade desde o fim da madrugada.

Além disso, mais três helicópteros fizeram o reforço no patrulhamento na Maré, um da Polícia Militar, um do Exército e outro da Marinha. Segundo o Ministério da Defesa, eles acreditam que a Força de Pacificação ficará a postos até o dia 31 de julho em uma área de mais ou menos dez quilômetros quadrados.

Quem irá à frente da ação, será o general de brigada Roberto Escoto, comandante da Infantaria Paraquedista, uma unidade de emprego estratégico do Exército.

Termo de compromisso

Para a atuação das Forças Armadas na comunidade, o termo de compromisso foi dado pelo Ministério da Defesa e o estado do Rio na Maré e foi assinado por volta das 11h30 enquanto acontecia uma reunião no Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste.

No local estiveram presentes o ministro da Defesa, Celso Amorim, fez algumas declarações, seguido pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pelo governador Luiz Fernando Pezão e o comandante do CML, general Francisco Carlos Moderno que também deram uma palavra.