Publicado em: sábado, 05/05/2012

Forçar a queda dos juros pode ser estratégia política do governo Dilma

Nos últimos meses o governo vem travando uma brica com as instituições bancárias para que a taxa de juros venha a cair ainda mais. Nesse contexto também estão as mudanças na caderneta de poupança anunciada esta semana. Essa pode ser, segundo analistas, uma estratégia política do governo Dilma para caracterizar sua capacidade de governabilidade no campo econômico. Depois que o governo já quase perdeu as esperanças de que o país consiga um crescimento acima de 5% em 2012, decidiu-se mudar o alvo e lutar pela queda dos juros bancários, o que significa uma boa saída para atender a classe média.

Pouco foi visto de auxílio das instituições financeiras para baixar o valor dos juros no Planalto. Embora a taxa Selic tenha ficado em 9% na reunião do Copom, isso não é repassado ao consumidor. Segundo uma fonte que não quis se identificar, essa briga com as instituições financeiras para buscar juros menores foi comprada pela presidente com o objetivo de trazer benefícios em longo prazo para o país.

Queda nos juros será nova marca do governo Dilma

Essa pode ser considerada uma nova marca do governo Dilma, a qual estava sendo procurada pelos assessores do governo desde o ano passado. O programa Brasil Sem Miséria, embora tenha tido bons resultados, não foi eficiente para atingir a classe média brasileira. O programa não será abandonado, mas essa nova imagem do governo terá mais impacto na população. O programa citado, embora seja bom, ainda estava muito ligado ao governo Lula e o Bolsa Família, não sendo realmente uma marca do governo Dilma.

Outro marco que a presidente pretende atingir é na área de tecnologia e inovação. O governo pretende, por meio do programa Ciência Sem Fronteiras, levar mais de 100 mil estudantes ao exterior. Essa será outra marca no segundo ano do governo Dilma.