Publicado em: quinta-feira, 07/07/2011

FMI: Lagarde mantém reformas e pretende criar cargo de diretor-adjunto

Com quase dois dias completos de mandato como diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde manifestou seus planos para a nova gestão e afirmou que pretende criar o terceiro posto de diretor-adjunto para o ex-vice-governador do Banco central da China. O nome escolhido para assumir o cargo é o de Min Zhu, que deverá ser aprovado por um conselho de 24 pessoas da administração executiva do FMI.

Ao assumir o comando do FMI, Lagarde informou que pretende dar continuidade ao processo de transformações pelas quais o Fundo estava passando. A diretora-geral elogiou as reformas iniciadas por Dominique Strauss-Kahn, seu antecessor, e afirmou que pretende seguir com a iniciativa do seu conterrâneo. Ainda, Lagarde ressalta como o Fundo tem o objetivo de orientar os países com conselhos e suporte.

Lagarde assumiu o posto após o ex-diretor-geral do Fundo ser envolvido em um escândalo de denúncias de assédio sexual feitas por uma camareira de hotel em Nova York. Com relação a esse assunto, Lagarde defende que deve-se manter a presunção da inocência até que se prove o contrário. A francese teve somente um concorrente ao posto, o mexicano Agustín Carstens. Com 55 anos de idade, Lagarde se tornou a primeira mulher a comandar o FMI.

Ao contrário do que foi acertado com Strauss-Kahn, Lagarde vai receber um salário superior ao do ex-diretor-geral. Com uma renda de US$ 467.940 por mês, a francesa recebe US$ 83.760, que devem ser destinados aos custos por moradia. O valor total representa um aumento de 11% em comparação ao salário do antecessor.

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