Publicado em: segunda-feira, 02/04/2012

Fitoterápicos são incluídos na relação do SUS

Desde 2007, o SUS vem incorporando os fitoterápicos na sua lista de medicamentos. Agora já são 11 nomes e há, inclusive, remédios contra o crescimento anormal da próstata. Na última semana, entraram para a lista mais três nomes. A babosa, a hortelã e o salgueiro agora são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos pacientes.

A lista do SUS tem atualização a cada dois anos e possui, atualmente, 810 itens gratuitos para a população carente. Ente eles destacam-se as vacinas e insumos também. No caso dos fitoterápicos, o mais importante deles é a babosa. Ela é indicada para o tratamento de diversos diagnósticos, como para queimaduras e psoríase, por exemplo. A hortelã pode ser usada contra a síndrome do cólon irritado e o salgueiro é receitado para quem tem dores lombares.

Embora a lista do SUS exista há mais tempo, os fitoterápicos passaram a incorporar os remédios dados pelo governo em 2007. No total são 11 até o momento. Em 2009 havia apenas dois, um feito do guaco e outro da espinheira-santa. O primeiro normalmente é receitado para tosse e o segundo para úlcera e gastrite. Aproximadamente 70 plantas esperam na fila para incorporar a lista do SUS neste segmento.

Outros remédios também vão ocupar a lista do SUS

Junto com a inclusão dos novos fitoterápicos também estão os remédios finasterida e doxasozina. Eles são usados para o tratamento de doenças relacionadas à próstata. A lista do SUS tem aumentado consideravelmente ano a ano. Em 2010 eram apenas 470 medicamentos e hoje a quantidade chega a 810. Houve, principalmente, a inclusão de remédios para o tratamento de doenças que não são comuns. No início do programa, apenas foram cadastrados aqueles que eram usados em doenças mais recorrentes e que eram considerados essenciais. No entanto, agora a lista engloba vacinas e medicamentos para doenças raras.

Nesta relação feita pelo SUS não estão incluídos remédios para câncer, oftalmológicos ou usados em emergência. Estes, segundo o Ministério da Saúde, constam em outra relação de medicamentos gratuitos. Os órgãos responsáveis pela escolha dos remédios são o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Fundação Oswaldo Cruz e também algumas associações médicas que têm conhecimento e interesse pelo assunto.