Publicado em: sexta-feira, 21/12/2012

Fim do calendário Maia espalha diversas crenças sobre o fim do mundo

Fim do calendário Maia faz com que diversas crenças sobre o fim do mundo se espalhem no planetaNão importa quanto governos e especialistas venham desmentir a possibilidade de que o mundo possa acabar em dia 21 de dezembro, as teorias que são divulgadas por toda a Internet estão gerado pânico em diversos locais do planeta.A NASA chegou até a desmentir a possibilidade, porém é falado bastante sobre o planeta Nibiru, que podia vir a se chocar junto com a Terra.

O Bugarach, um pico de 1.231 metros de altura no sul da França, onde 188 pessoas vivem, é tido como um poucos locais que existem segurança no mundo. Este povoado, que fica próximo ao maciço de Corbières e dos Pirineus, poderia ser uma pista de aterrissagem para naves extraterrestres. Conforme aponta a Nova Era, eles iriam poder salvar pessoas que estivessem próximos ao local. Mesmo tendo o prefeito avisado que não gostaria de ter turistas apocalípticos, existe quem cobre 2,5 mil euros para instalar barracas e tendas de campanha em florestas próximas a este local e inclusive a oferta para um “bunker” neste local por 25 mil euros.

Conforme aponta relatório de 2010 feito pela comissão francesa que luta contra seitas, Miniviludes, estes adeptos do Bugarach propagaram várias hipóteses que estão ligadas com teorias apocalípticas, desde terremotos, tsunamis, mudanças de pólos magnéticos, aumento na atividade do sol e colisão com o planeta Nibiru.

Ron Hubbard, que faz abrigos no subterrâneo para pessoas sobreviverem à furacões, diz que houve um aumento considerável no negócio, dizendo que a demanda que era de um a cada mês aumentou para um a cada dia. Hubbard diz não tinha pinião formada do calendário maia, porém afirmou que quando os astrofísicos começaram a chegar, comprar os bunkers e falar para que ele estivesse preparado para erupções do sol, radiação alta e pulsos eletromagnéticos, ele decidiu que ficará embaixo da terra entre 19 e 23 de dezembro, pois segundo ele é melhor que tenha uma prevenção, caso um deles acerte na previsão. Os abrigos que a Atlas, empresa de Hubbard fabrica, são colocados a cerca de 8 metros de profundidade e o mais barato custa 15 mil dólares.

Na Rússia ele viu pessoas na cidade de Omutninsk que faziam compras de querosene e suprimentos após verem um artigo em um jornal, que um monge tibetano supostamente escreveu, confirmando que o fim do mundo era no dia 21. Na cidade de Barnaul, próximo às montanhas de Altai, os moradores adquiriram todas as lanternas e garrafas térmicas que estava disponíveis no mercado.

O primeiro-ministro da Rússia Dmitry Medvedev falou sobre esta situação na TV e buscou acalmar a população.

Na China, que nunca teve uma quantidade alta de preocupações com o final do mundo, teve testemunhos de um aumento na paranóia de apocalipse desde que o filme 2012, foi lançado há três anos. Como este longa teve sucesso na China, os chineses parecem assimilar a mensagem de que algo terrível poderia ocorrer com o planeta. Tanto é que na província de Sichuan, durante os últimos dias, muita gente foi para diversas lojas para fazer compras de velas. O motivo disto é uma mensagem que a rede social Sina Weibo, semelhante ao ao Twitter divulgou, sobre três dias com escuridão que a Terra irá enfrentar no dia 21. Em diversos supermercados os estoques de velas terminaram.

Já no México, no local em que vivia a antiga civilização maia, esse fim do mundo é visto como forma para obtenção de dinheiro. Houve a divulgação de que o turismo local dobrou durante este ano e existem vários eventos que vão ser realizados para que o apocalipse maia seja comemorado.

Pedro Celestino Yac Noj, que é um sábio maia, diz que vai apenas queimar sementes e frutos para que fique marcado o fim do calendário maia. Ele explica que o dia 21 é um dia para dar graças e o dia 22 irá saudar um ciclo novo e um outro amanhecer.