Publicado em: segunda-feira, 27/02/2012

Filho mata pais adotivos a facadas em Olinda e tenta se matar em seguida

Eduardo Olímpio Cotias Cavalcante, de 29 anos, é suspeito de assassinar seus pais adotivos, o cientista político e pastor da Igreja Anglicana Edward Robison Cavalcante, de 64 anos, e a professora aposentada Mirian Nunes Machado Cotias Cavalcante, também de 64 anos. O crime aconteceu na noite de domingo (26), na casa da família, no bairro Bultrins, em Olinda.

De acordo com a outra filha adotiva do casal, Eduardo morava nos Estados Unidos há 15 anos e estava no Brasil para aproveitar o Carnaval. Josedith Ferreira, delegado responsável pelo caso, conta que o jovem seria usuário de drogas. “Ele morava na Flórida e estava na cidade de passagem. Ontem (domingo), ele foi até à igreja onde o pai trabalhava. Depois, foi para casa e testemunhas o ouviram amolando a faca no jardim. Ele era usuário de drogas e já tinha sido preso por isso. Acredito que antes do crime houve discussão com os pais, mas os motivos ainda serão investigados”, esclareceu.

Hermany Soares, amigo da família, disse que quando Eduardo chegou ao aeroporto, alguns dias atrás, seu pai foi buscá-lo e na ocasião teria sido questionado pelo filho sobre onde comprar uma arma. Por volta das 22h da noite de domingo, Eduardo teria começado uma discussão com seu pai e então pegou a faca e o golpeou. Na tentativa de defender o marido, sua mãe também foi esfaqueada.

O homem morreu no quarto, já a esposa chegou a ser levada para o Hospital Tricentenário, em Olinda, com uma facada no peito esquerdo, porém não resistiu e faleceu ainda na ambulância. Segundo o delegado, após o crime, Eduardo teria se trancado no banheiro e tentado cometer suicídio “Ele ficou trancado e se automutilando com a faca. Não fez nenhum ferimento muito profundo, apenas com a ponta da faca, mais de 20. Ele também tomou grande quantidade de remédio e está internado”, contou.

Eduardo foi autuado em flagrante por homicídio e está no Hospital da Restauração (HR). Depois que receber alta será levado para fazer exames no Instituto de Criminalística e para o Centro de Triagem de Abreu e Lima, o Cotel, no Grande Recife.