Publicado em: segunda-feira, 12/03/2012

FGV anula provas para cargos do Senado após falha

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), entidade responsável pela realização do concurso para vagas no Senado Federal, afirmou ontem, domingo (11), a anulação das provas para três cargos, em todos os lugares onde a prova foi aplicada.

Inicialmente, a FGV havia anulado o processo para os candidatos das vagas de analista legislativo para as áreas de informática legislativa, que compõe análise de sistemas e saúde e assistência social – enfermagem. Entretanto, em seguida foi confirmada a anulação de mais uma prova: para a vaga de análise de suporte de sistemas.

Através de um comunicado divulgado a imprensa, a FGV afirmou que o motivo do cancelamento das provas foi a constatação de “inconsistências técnicas”, ou seja, a falta de cadernos de provas em alguns locais de aplicação. Depois de confirmar que as provas seriam reaplicadas no dia 29 do próximo mês, abril, a Fundação afirmou em outra nota que os inscritos no processo irão realizar o exame novamente numa data ainda indefinida. De acordo com a instituição, todos os candidatos irão receber comunicados sobre a nova prova pelos Correios.

Os processos de seleção dos outros cargos, todos aplicados no último domingo durante manhã e tarde, continuaram válidos. A seleção deste concurso prevê o preenchimento de 246 vagas, onde os salários estão entre R$ 13,8 mil e R$ 23,8 mil. As vagas são para os três níveis de escolaridade: médio, técnico e superior.

Faltas no processo

De acordo com o candidato Mário Higino Taveira de Almeida, gerente de Segurança de Informação de 40 anos, os cadernos de prova para a posição de analista de suporte de sistemas foram substituídos pelos de analista de sistemas, ao menos, em quatro das salas onde a prova foi aplicada na Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas (Facitec). A informação de Mário é de que havia pelo menos 50 candidatos em cada sala.

“É desgastante. Pagamos caro pela inscrição [R$ 190] e eu esperava que [a prova] fosse tranquila, mas desde o início foi o contrário”, relatou. Ainda em sua sala, a falha só foi percebida por a correção de uma das perguntas, realizada previamente no quadro, não coincidia com o enunciado da prova.

“Acho que algumas pessoas já haviam notado a confusão (em vez de terem em mãos a prova para analista de suporte de sistemas, tinham a de analista de sistemas), mas ninguém falou nada. Só quando os fiscais chamaram a atenção para a errata é que a confusão começou”, explicou o inscrito. Ele afirma que foram quase duas horas de desencontros de informação até os candidatos das quatro turmas fossem retirados do local, afirmando a realização e um novo processo.