Publicado em: quinta-feira, 03/05/2012

Febraban estima que a Selic deve fechar o ano abaixo de 8,5%

De acordo com Rubens Sardenberg, economista chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), há possibilidade de o Banco Central baixar a taxa de juros (Selic). Segundo ele a expectativa é de um valor inferior a 8,5%. Isso pode acontecer, do seu ponto de vista, se a economia continuar apresentando ritmo fraco e a inflação ficar controlada. Essas informações foram repassadas por Sardenberg ontem, dia 2 de maio, em entrevista coletiva. Segundo ele, se a economia seguir lenta associada a um baixo número de inflação há grandes chances de o BC propor cortes significativos que levem os juros a um número menor que 8,5%.

O economista ressaltou, no entanto, que é cedo para fazer previsões de profundos cortes na Selic, pois tudo depende da economia interna e externa. Segundo ele, a situação econômica do Brasil, está atrelada ao cenário externo. Sardenberg disse que tudo vai depender do comportamento da economia e isso depende de variáveis externas. Na sua perspectiva é possível uma queda para menos de 8,5%, mas isso dependerá de muitos fatores, por isso é difícil fazer previsões.

Febraban prefere não falar sobre o pronunciamento de Dima

Ao ser questionado sobre o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, o chefe da Febraban não quis comentar o caso alegando que a Federação prefere não falar sobre o assunto. No pronunciamento feito pela presidente em rede nacional no dia 30 de março, à noite, em comemoração ao Dia do Trabalho, Dilma cobrou dos bancos que coloquem taxas mais baixas para seus clientes para empréstimos, cartões de crédito e cheque especial. Disse também para os clientes procurarem os bancos que ofereçam melhores vantagens. Dilma alega que somente com as taxas baixas é que o Brasil conseguirá crescer como os países desenvolvidos. A presidente alegou que a queda é necessária para que a economia brasileira seja competitiva.