Publicado em: sexta-feira, 01/07/2011

Fatores genéticos influenciam no consumo excessivo de álcool

A hereditariedade pode contribuir em 40% no risco de desenvolver transtornos relacionados ao uso nocivo de álcool, como o abuso ou a dependência. A genética ainda indica que o uso de álcool aumenta gradualmente à medida em que os indivíduos envelhecem.

A partir da influencia dos fatores genéticos, pesquisadores buscam a identificação dos mecanismos genéticos associados ao consumo de álcool. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. A pesquisa analisou as associações genéticas do genoma de 26.316 pessoas e o consumo individual de álcool.

O estudo aponta que o gene AUTS2 está significativamente associado ao consumo de álcool. Os alelos do gene indicam que indivíduos com a forma menos comum bebem 5,5% menos álcool do que possui a forma mais comum. A pesquisa ainda utilizou resultados em animais e exames após a morte para indicar que o mesmo gene é um potencial regulador da ingestão de álcool.

Apesar da pesquisa ser uma grande contribuinte para os avanços da ciência e das pesquisas com genes, ela é importe no que diz sentido a prevenção do abuso de álcool. O consumo nocivo está associado a mais de 60 doenças. Segundo a pesquisadora que fez parte da equipe, Camila Magalhães Silveira, o estudo pode ser um mecanismo de prevenção mais focada a indivíduos que tem predisposição genética para desenvolver transtornos relacionados ao uso de álcool.