Publicado em: segunda-feira, 03/03/2014

Farmacêuticos alertam para uso de remédios para ressaca sem orientação

Farmacêuticos alertam para uso de remédios para ressaca sem orientaçãoEm dias de Carnaval, as pessoas costumam exagerar nas bebidas alcoólicas e com o objetivo de alertar as pessoas que recorrem aos remédios para ressaca sem prescrição, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) lançou uma campanha para alertar a população a evitar ingerir remédios sem recomendação médica. De acordo com a entidade, as pessoas não fazem ideia dos malefícios que isso pode trazer, mesmo aqueles que são vendidos nas gôndolas.

Dentre as conseqüências que o individuo pode ter após a ingestão de remédios sem orientação, destaca-se a hemorragia gastrointestinal, irritação da mucosa estomacal e vômitos.

Além disso, a entidade explica que misturar remédios com o álcool pode trazer vários malefícios, podendo desencadear problemas de saúde futuros, o estomago é o mais afetado, e há uma chance dele apresentar sangramentos constantes. O paracetamol e dipirona são os remédios mais utilizados por quem está com ressaca e a recomendação dos farmacêuticos é de a superdosagem desses medicamentos pode acarretar problemas no fígado e até mesmo alergias.

Uma prática proibida e condenada pelo Ministério da Saúde é a venda de “kits ressaca”, e apesar de ilegal, tem sido utilizada por algumas farmácias. A recomendação é de que as pessoas denunciem os estabelecimentos que vendem remédios desta forma. O telefone para denúncias em São Paulo é 0800 7702273, as farmácias que venderem esses kits, serão autuadas pela Vigilância Sanitária e correrão o risco de fechar as portas caso a denúncia seja comprovada.

A pílula do dia seguinte é outro remédio bastante comum vem sendo utilizado de maneira irregular não apenas no Carnaval, mas durante o ano. Jovens deveriam recorrer ao remédio apenas em situações de emergência para evitar a gravidez indesejada, no entanto, têm usado com qualquer contraceptivo.

O CRF-SP alerta que o uso excessivo do medicamento, poderá perder o efeito da pílula. A mulher deve estar ciente de que o uso indevido pode trazer dados à saúde, além de que não isenta de doenças sexualmente transmissíveis. É recomendável utilizar não apenas a pílula, mas recorrer a outros anticoncepcionais, como é o caso da camisinha.