Publicado em: sexta-feira, 09/03/2012

Família de menina morta no Hopi Hari vai à polícia contra fotos da vítima na internet

A família de Gabriela Nichimura, a adolescente de 14 anos que morreu após despencar de um brinquedo do Hopi Hari no dia 24 de fevereiro, exige que a Polícia Civil identifique as pessoas responsáveis por divulgar na internet imagens da garota morta.

As fotos passaram a circular em redes sociais durante esta semana e mostram os ferimentos que a menina sofreu logo depois de cair do brinquedo La Tour Eiffel. O advogado da família, Ademar Gomes, garante que cabe um processo não só contra as pessoas que divulgaram as fotos, mas também contra os sites que as hospedaram. Ele pede que as imagens de Gabriela saiam do ar, pois está constrangendo a família, que ainda está muito abalada com o acidente. “A divulgação das fotos viola o ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente]. A família está sofrendo muito, não tenha dúvidas”, informou Gomes.

Investigações sobre o caso continuam

La Tour Eiffel, brinquedo em que o caso aconteceu, simula a queda de um elevador com 69,5, o equivalente a um prédio de 23 andares, e a queda pode atingir 94 km/h. Gabriela caiu do brinquedo em movimento e a cadeira em que a jovem sentava, estava desabilitada há dez anos.

Na terça-feira (6), um dos operadores do brinquedo, Marco Antonio Tomás Leal, 18 anos, disse em seu depoimento à polícia que não recebeu treinamento específico para trabalhar na atração e que estava na função há apenas 20 dias.

Vitor Igor Spinucci de Oliveira, outro funcionário do brinquedo havia contado á polícia que 15 minutos antes da abertura da atração, foi notado que a cadeira em que Gabriela sentou apresentava uma falha. Um superior teria sido avisado, mas nenhum dos operadores recebeu ordem para parar o brinquedo e ainda teriam sido orientados de prosseguir com o trabalho até que uma equipe de manutenção fosse verificar a situação. Já o advogado do parque disse que os funcionários deveriam então parar o brinquedo. “Essas pessoas tinham obrigação de impedir o uso dessa cadeira. Essa é a questão que não pode ficar escamoteada. Não é querer colocar culpa em alguém. Mas há um procedimento de segurança em todos os brinquedos que deve ser respeitado”.

O parque permanece fechado até o dia 12 para vistoria em outros brinquedos, mas caso o Ministério Público julgue necessário, esse fechamento pode ser prorrogado. A perícia está priorizando brinquedos rápidos e radicais.