Publicado em: sexta-feira, 16/03/2012

Falta de higiene é motivo de doenças em cruzeiros, diz médico

Embora os cruzeiros marítimos sejam sinônimos de luxo e tenham sido muito procurados pelos brasileiros nos últimos anos, esse tipo de viagem tem apresentado um grande número de ocorrências de doenças que atingem os passageiros. Este mês o navio Balmoral registrou cinco casos de gripe e dois de diarreia em tripulantes e passageiros. No mês passado foi diagnosticado um caso de influenza B e a tripulante morreu depois de chegar a Santos.

Segundo Gustavo Johanson, as embarcações são ambientes que propiciam o aumento de doenças, principalmente as respiratórias e aquelas que chamamos de “virose”. O caso que sempre ocorre em navios é de diarréias causadas por norovírus, afirma o médico. Para evitar problemas como este é preciso que a desinfecção seja feita como em hospitais, pois há muita gente em um único lugar. Ás vezes são mais de 2 mil pessoas, afirma Johanson.

Segundo o médico, quanto mais gente num mesmo espaço, mais fácil se dá a contaminação. Além disso, como há pessoas de diversos países algumas doenças atacam passageiros que estão menos imunes. O médico alertou ainda que existem doenças como meningite, rubéola, sarampo que podem aparecer nesse tipo de viagem.

Navios são fiscalizados e companhias precisam possuir estrutura para turismo

Segundo informações da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), as empresas que comandam os navios turísticos precisam se prevenir dessas doenças entre os viajantes. Os navios contam com tratamento de água e devem usar somente água filtrada para cozinhar os alimentos. A comida é levada do Brasil e o lixo produzido é guardado para reciclagem.

De acordo com a Abremar os navios possuem clínicas para os casos de pessoas doentes e, se o diagnóstico for grave, a pessoa é levada para um hospital quando o navio chega ao porto. A Abremar tem se reunido constantemente com a Anvisa para a criação de regras de saneamento que sejam válidas para todos os portos do país. Segundo o presidente da Abremar, o turista será beneficiado caso o documento seja validado pelo governo e pelas companhias.