Falha humana e mecânica gerou contaminação do Ades, diz Unilever

Em entrevista, o presidente no Brasil da Unilever, Fernando Fernandez disse que a contaminação de um lote dos sucos de soja da marca Ades aconteceu por um erro que levou 80 segundos.

Segundo informações, um operário não percebeu o final da produção de um lote e colocou a máquina para funcionar novamente, o que ocasionou em envase do produto de higienização da máquina e não do suco.

A empresa assume o erro e pede desculpas aos consumidores da marca pela falha. O presidente ainda afirmou que o Ades está há 15 anos em circulação no Brasil e foi a primeira vez que teve um transtorno e a história já escrita aqui no Brasil não merece ser lembrada por este tipo de problema.

Falha humana e mecânica gerou contaminação do Ades, diz UnileverA Unilever só diagnosticou o problema após quatro dias da primeira notificação recebida na Central de Atendimento ao Consumidor. A empresa foi avisada por e-mail por um cliente, mas só começou o recolhimento do produto dias mais tarde.

O anuncio público do recall aconteceu apenas no dia 13 de março, uma semana depois da primeira reclamação feita pelo consumidor.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais concluiu em laudo que houve falha no momento em que o suco de soja foi colocado na embalagem e que isso aconteceu em apenas 96 unidades do suco Ades sabor maçã. O fato ocorreu na fábrica da Unilever na cidade de Pouso Alegre, que fica a 390 km de Minas Gerais. O liquido envasado no lugar do suco contém hidróxido de sódio a 2,5%, conhecida como soda caustica diluída.

Cerca de quatro mil colaboradores da empresa, entre vendedores e operadores de estoque fizeram um mutirão para rastrear as caixinhas de suco contaminadas em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Até o momento, foram localizadas 46 unidades.

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