Publicado em: terça-feira, 17/03/2015

Facebook veta discursos de ódio

Na última segunda feira, os encarregados da rede social Facebook afirmaram que agora não irão mais permitir que a plataforma social seja usada para promover ações de terrorismo ou mesmo com discursos de ódio. A novidade foi divulgada em uma atualização bastante ampla dos padrões da comunidade determinados pelo Facebook. No novo documento, a rede social agora está comprometida a restringir e até vetar a presença de perfis de grupos que sejam favoráveis a promoção do ódio, organizações criminosas e também atividade terrorista.

Essa mudança é determinada pela rede social justamente no mesmo momento em que o Facebook e também outras redes sociais mais populares estão buscando um pacote de medidas para definir um padrão do que seriam conteúdos aceitáveis e qual o limite da liberdade de expressão, da mesma forma que as redes acabam sendo associadas à violência que é praticada por grupos extremistas. O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, já havia convocado Apple, Facebook, Google e Twitter para discutir estratégias para desarticular na rede organizações terroristas, impedindo que as plataformas sejam usadas como forma de financiamento e recrutamento para estes grupos.Facebook veta discursos de ódio

Como exemplo do mau uso das redes sociais está a divulgação dos vídeos com execuções brutais, praticadas pelo grupo extremistas Estado Islâmico, como forma de propaganda da ação do grupo. O facebook ainda afirmou que não irá tolerar o apoio ou mesmo elogio dos usuários para líderes dessas mesmas organizações, muito mesmo a aprovação das práticas violentas realizadas pelos grupos. Nessa atualização, o Facebook informou que também será realizado o banimento de imagens de nudez, permitindo apenas cenas como a amamentação de bebes, nus artísticos ou mesmos debates sobre atendimento médico.

De acordo com os diretores do Facebook, a determinação desses padrões visam a criação de um debate nas redes sociais em que as pessoas tenham motivação para se tratar de forma mais respeitosa e com empatia. De acordo com as novas diretrizes, os usuários também serão estimulados a seus nomes biológicos, ao invés dos artísticos.