Publicado em: terça-feira, 03/07/2012

Exportações brasileiras para a Argentina diminuíram 16% nos primeiros seis meses de 2012

As barreiras que foram impostas nas importações que chegavam na Argentina tiveram reflexo nas exportações realizadas no Brasil. No total, houve uma queda de 16% somente nestes primeiros seis meses do ano. Essa informação foi divulgada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Enquanto em 2011 os primeiros seus meses somaram US$ 10,43 bilhões em exportações para a Argentina, este ano, também no primeiro semestre, houve uma queda de US$ 1,6 bilhão em relação ao valor observado no ano anterior.

Teixeira culpa crise internacional pela diminuição das exportações para a Argentina

Ao ser questionado sobre os problemas enfrentados pelo Brasil com as barreiras argentinas, Alessandro Teixeira, secretário-executivo do ministério, disse que esse resultado se deve também a crise internacional e não somente uma variável específica. Segundo ele, o conflito entre os dois países se agravou com a crise internacional. No entanto o governo espera uma retomada das exportações no segundo semestre sem problemas com a crise e nem com as medidas adotadas pelo país vizinho. Para diminuir os problemas, Teixeira disse que o diálogo entre os dois países melhorou e as negociações têm sido positivas. Com o tempo, segundo ele, a relação foi ficando mais estreita e as barreiras foram tratadas de maneira mais fácil. Teixeira disse que o Brasil tem facilidade na comunicação e negociação e que aliado a isso estão os objetivos quanto à defesa dos interesses internos. No entanto, ele falou que é preciso ter a sensibilidade de entender o processo econômico, pois caos isso não ocorra fica difícil manter relações estáveis nas economias.

Brasil reduz exportações para outras regiões

Além da diminuição das exportações para a Argentina, houve também diminuição de 38% nas exportações para a Europa Oriental e de 7% para a União Européia. Em contrapartida, aumentaram as exportações em US$ 5,27 bilhões para a África e em US$ 1,11 bilhão para a China.