Publicado em: sexta-feira, 15/06/2012

Exército reassume poder no Egito

Nesta quinta-feira (14), os militares do Egito reassumiram o poder legislativo depois da decisão judicial. A Justiça do país decidiu dissolver o Parlamento, que tinha sido recentemente formado e era de maioria islamita. Um terço dos deputados foi invalidado pela Suprema Corte Constitucional.

Depois que o ditador Hosni Mubarak saiu do poder, o Exército egípcio assumiu e, hoje, os militares se reuniram na capital do país para analisarem a decisão judicial. O presidente do tribunal, Farouk Soltan, afirmou para a agência Reuters que o Parlamento foi dissolvido porque as eleições que o criaram eram inconstitucionais.

Novas eleições

Farouk Soltan disse que o Executivo decidirá quando poderão ser realizadas as novas eleições para a formação do Parlamento do país. A Suprema Corte Constitucional, por sua vez, afirmou que a decisão foi tomada porque a formação do Parlamento foi contrária a normas da Constituição, sendo que a eleição não pode ser considerada legítima.

O segundo turno das eleições presidenciais do Egito será realizado neste domingo (17), entre o ex-premiê de Hosni Mubarak, Ahmed Shafiq, e o islamita Mohamed Morsi. Em seu perfil na rede social Facebook, o membro da Irmandade Muçulmana, Mohamed Beltagui, disse que a decisão de dissolver o Parlamento é um “golpe de Estado”.