Publicado em: sábado, 25/02/2012

Exército colombiano afirma ter executado líder de facção das Farc

Neste sábado (25), agências internacionais de notícias relataram, com base em um relatório militar, que o exército da Colômbia afirmou ter matado o suposto chefe da facção Frente 42 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Wilson Correa. Ele também era conhecido como Eduardo Robayo e teria sido executado depois de um combate com o exército nas áreas rurais do país.

O suposto chefe é acusado de ser o mentor do sequestro de Alan Jara, ex-governador do departamento colombiano de Meta, que aconteceu em julho de 2011. O ex-governador estava viajando em um veículo das Nações Unidas, junto com Lars Franklin, que era coordenador da organização. Alan Jara ficou preso com as Farc até fevereiro de 2009, quando foi finalmente solto junto com outro político e quatro oficiais públicos.

Responsável pela segurança do líder morrer na sexta-feira

O Exército informou que o responsável pela segurança de Wilson Correa morreu na sexta-feira durante os combates em Vistahermosa, em Meta. Sua parceira, chamada de Maria, foi capturada pelos oficiais. Ela estava com duas crianças com idade de 10 e 12 anos, trajadas com roupas militares. As Farc já perdeu três dirigentes históricos nos últimos anos: Raul Reyes, Ivan Rios e Alfonso Cano. Em setembro de 2010, o número dois da organização e chefe militar, Jorge Briceño, conhecido como Mono Jojoy, foi morto por militares.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia foi fundada no ano de 1964 e possui aproximadamente 9 mil combatentes. Esta organização é a principal guerrilha do país, segundo o Ministério da Defesa colombiano, com 47 anos de existência.