Publicado em: segunda-feira, 19/03/2012

Executivos da Chevron não podem deixar o Brasil sem autorização judicial

Na noite do último sábado (17), foi determinado que dezessete executivos da Chevron e da Transocean Brasil estão proibidos de deixar o país sem que tenha autorização judicial para isso. O pedido foi realizado pelo procurador da República, Eduardo Santos de Oliveira, e foi concedido pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

De acordo com o que foi decidido, a liminar foi estabelecida por causa de uma avaliação que está apurando o possível crime contra o meio ambiente devido ao vazamento de óleo na Bacia de Campos, que aconteceu em novembro do ano passado e também durante a última semana, quando a Marinha brasileira detectou uma mancha de óleo de aproximadamente um quilômetro de comprimento no Oceano Atlântico, depois que a empresa petrolífera americana Chevron anunciou que havia ocorrido um vazamento do combustível.

A mancha fica a cerca de 130 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, próxima a região do Campo de Frade, local em que aconteceu o vazamento. Um comunicado da Marinha em conjunto com a da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) atestou que esse vazamento teria sido causado por causa de uma rachadura no fundo do mar.

O vazamento foi detectado a apenas três quilômetros do poço da Chevron que precisou ser selado no final de 2011 após 2,4 mil barris de petróleo terem vazado. A companhia já foi alvo de várias multas e pedidos de indenização. A Chevron declarou que irá interromper temporariamente sua produção de petróleo no Campo de Frade, de onde é extraído em torno de 90% do petróleo brasileiro.