Publicado em: sábado, 02/06/2012

Ex-presidente egípcio é condenado à prisão perpétua

Neste sábado (2), o ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, foi condenado pelo Tribunal Penal do Cairo à prisão perpétua. A condenação foi declarada em decorrência da morte dos manifestantes em um protesto popular, que causou a sua renúncia no ano passado. O ex-ministro do Interior, Habib al-Adli, também foi condenado a cumprir a mesma punição.

Seis ajudantes, no entanto, foram absolvidos das acusações, de acordo com o tribunal do Cairo, pela falta de provas incontestáveis. A promotoria solicitou a pena de morte para Mubak, que estava sendo acusado de ter mandado atirar contra os manifestantes da revolta, que começou em 25 de janeiro de 2011.

Absolvições

Os dois filhos do ex-presidente, Gamal e Alaa, também foram absolvidos pelo juiz Ahamed Refaat, que também decidiu a absolvição do empresário Hussein Salem, que estava sendo acusado por enriquecer ilicitamente e causar danos aos fundos públicos. A absolvição desta foi dada porque a corte considerada que estes crimes prescreveram.

Hosni Mubak ouvia sua sentença em uma maca de óculos escuros. Enquanto isso, os egípcios comemoravam a condenação do ex-presidente do lado de fora da Academia de Polícia. Alguns protestantes, que queriam a pena de morte para Mubarak, entraram em conflito com a polícia local.