Publicado em: terça-feira, 10/06/2014

Ex-dirigente da Petrobrás nega ter usado a companhia para se beneficiar

Ex-dirigente da Petrobrás nega ter usado a companhia para se beneficiarNessa terça-feira (10), acusado de participar de um esquema criminoso, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, negou durante um depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado, que é responsável por fazer a investigação na estatal, que nunca usou a companhia para que recebesse benefício dos negócios. O depoimento teve a duração de quatro horas e meia, seu depoimento foi alvo de protesto por parte da oposição, além disso, ele também negou as acusações dos polícias federais que uma ‘organização criminosa’ teria entrado na estatal do petróleo e a empresa agora poderia ser considerada como uma casa de negócios. Costa, que faz parte do grupo de 13 presos na operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), é apontado como responsável por ter recebido propina, assim como seu envolvimento com um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, envolvendo mais de R$ 10 bilhões. Em razão das acusações, o ex-diretor ficou quase dois meses detido no Paraná.

Repúdio

O Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando o fato de outros parlamentares estarem envolvidos no caso. Costa afirmou aos senadores que repudia o fato da Petrobras ter sido uma organização criminosa, que outra pessoa era responsável pela lavagem de dinheiro e o que foi alegado pela imprensa que tinha participação nos negócios. Também defende, ressaltando que a Petrobras não é nada do que se diz, os fatos não são verídicos e por isso repudia a afirmação que a Petrobrás era uma casa de negócios. O ex-diretor é suspeito de receber dinheiro do doleiro afim de erguer o nome de empresas em contratos para a construção da refinaria de Abreu e Lima, de Pernambuco. Além dele, a obra de Abreu e lima também é analisada como suspeita de um superfaturamento.