Publicado em: sexta-feira, 01/07/2011

Ex-diretor do FMI, Strauss-Kahn, pode recuperar apoio político

Após a denúncia de assédio sexual contra uma camareira de hotel, o francês Dominique Strauss-Kahn teve sua imagem pública e política extremamente danificada. Principalmente por ter sido diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) na época em que começaram as acusações, o uso que o francês fazia do seu poder passou a ser questionado. Porém, agora existe a chance de as denúncias caírem a partir de novas informações sobre o caso.

De acordo com uma fonte que está envolvida com o caso, na audiência prevista para acontecer hoje, os promotores ligados ao caso revelariam que a camareira em questão estaria mentindo. A suspeita da má intenção da mulher que acusa o francês surgiu por ela ter gerado outras controvérsias ao longo das investigações sobre o caso. Além disso, em determinado momento ela teria dito que não tinha certeza do quanto valia a pena continuar com a denúncia.

De qualquer maneira, analistas políticos dizem que a imagem de Strauss-Kahn já está manchada demais para que ele retorne com força à vida política. Antes desse episódio, a intenção do ex-diretor-gerente era a de concorrer às eleições presidenciais da França em 2012. Em uma entrevista, o parlamentar Jack Lang disse “se ele for solto, como espero que seja, Dominique terá sem dúvida um importante papel político. Seja qual for seu papel, sua presença será um ativo (do Partido Socialista) para a eleição presidencial”.

Com isso, a possibilidade de a credibilidade da camareira cair pode dar o apoio necessário para que ele retorne a algum cargo público, mesmo que agora não seja mais o de candidato a presidente.