Publicado em: terça-feira, 20/05/2014

Ex-diretor da Petrobras sai da prisão

Ex-diretor da Petrobras sai da prisãoO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, decidiu pela liberdade do ex-diretor da estatal Petrobras, Paulo Roberto Costa. Ele estava preso na carceragem da Polícia Federal, na capital do Paraná, Curitiba. Após a decisão do STF, ele foi solto na tarde da última segunda-feira, dia 19 de maio.

O ministro Teori Zavascki determinou a liberação imediata de onze presos da Operação Lava Jato. Todos eles estavam em Curitiba. Além disso, ele solicitou que a Justiça Federal do Paraná envie todos os inquéritos e processos do caso ao STF. Paulo Roberto Costa deverá entregar o seu passaporte para as autoridades.

Mesmo estando livre das grades, Paulo Roberto Costa não pode sair da região em que mora. Ele deve entregar os passaportes à polícia até esta terça-feira, 20 de maio. Os demais acusados continuam presos na Polícia Federal de Curitiba, na Casa de Custódia de Piraquara.

Uma outra pessoa permanece presa na Espanha e o último acusado do caso está foragido. Paulo Roberto Costa é tido como um dos chefes da quadrilha que movimentou cerca de R$10 bilhões através de lavagem de dinheiro. O ex-diretor da Petrobras ajudou empresas de fachada a fecharem contratos com a estatal. Essas empresas eram mantidas pelo doleiro chamado Alberto Youssef.

No esquema estão contratos da Refinaria Abreu e Lima, no estado do Pernambuco. Somente nessa operação foram desviados R$400 milhões. A obra é considerada como superfaturada pelo Tribunal de Contas da União.

O ministro deu a ordem de soltura ao decidir sobre pedido da defesa do ex-diretor da Petrobras. Paulo Roberto questionou a Justiça Federal do Paraná junto ao Supremo se por causa do envolvimento de deputados o órgão tinha competência para determinar sua prisão.

O STF respondeu dizendo que o juiz Sérgio Moro deveria remeter o processo ao STF logo que surgissem os primeiros indícios desse envolvimento no esquema de lavagem e evasão de dívidas. Deputados federais só estão permitidos de sofrerem investigações no âmbito do Supremo Tribunal Federal.