Publicado em: sábado, 07/04/2012

Eventos na Bósnia relembram vítimas da Guerra

Na última sexta feira, a Bósnia relembrou o 20 º aniversário do começo da guerra (1992-1995) com a realização de diversas manifestações culturais e exposições com a intenção de recordar as vítimas e os acontecimentos em Sarajevo.

Aconteceu também, no ato principal, “A linha vermelha de Sarajevo”, que relembrou as mais de 11 mil pessoas mortas no cerco a Sarajevo como resultado da ação das tropas servo-bósnias, ao longo de três anos e meio. Por volta dos 800 metros da rua principal de Sarajevo, onde foi montado um cenário do evento, foram dispostos cadeiras na quantia exata do número de vidas perdidas no massacre, em mais de 820 fileiras.

O evento foi promovido por Haris Pasovic, um diretor de teatro, além de organizado pelas autoridades locais em parceria com um grupo de artistas. De acordo com dados do Centro de Pesquisas e Documentação da Bósnia, do total de mortos no cerco, mais de 640 eram crianças.

Foi inaugurada na sexta feira, para relembrar a guerra, uma exposição fotográfica de autoria de Fehim Demir. As imagens mostram crianças em situação de guerra, feridas e em prantos. Muitas ainda mostram também os soldados da força multinacional de paz, que usavam coletes a prova de balas.

Outras homenagens

No Museu histórico da Bósnia está aberta a exposição “Um longo caminho. Bósnia, a vergonha da Europa”, de autoria do espanhol Miguel Ruiz, que fotografou momentos marcantes da guerra. A mostra se dedica às vítimas e aos refugiados de diversos conflitos do mundo.

Devido ao aniversário, se reuniram ontem vários jornalistas de diferentes partes do mundo que cobriram a guerra da Bósnia, entre os anos de 1992 a 1995. A reunião aconteceu por iniciativa do francês Remy Ourdan, apoiada por entidades e outros jornalistas. O cerco a Sarajevo é considerado um dos mais longos da história, dentro do século 20.

Os soldados sérvo-bósnios dispararam milhares de projéteis contra Sarajevo, enquanto outros francoatiradores ficavam aterrorizando a população de civis. Morreram mais de 98 mil pessoas na guerra da Bósnia, sendo considerada a primeira limpeza étnica e genocídio na Europa depois que a Segunda Guerra Mundial terminou.