Publicado em: sábado, 10/03/2012

EUA criam 227 mil postos de trabalho em fevereiro

Pelo terceiro mês seguido os EUA registram aumento na criação de novos postos de trabalho. Essa mudança positiva no setor industrial do país mostra que a economia está se recuperando depois da crise. Acredita-se que com esse bom desempenho não será necessária a atuação do Banco Central Americano. Somente em fevereiro, as empresas contrataram cerca de 227 mil pessoas, segundo o Departamento do Trabalho em balanço divulgado ontem (9). Com o aumento de postos de trabalho, a taxa de trabalhadores desempregados caiu e apresentou o melhor número dos últimos três meses, chegando a 8,3%.

Desde o início do ano passado que o país não via tantos postos de trabalho. Fevereiro marcou mais de 200 mil vagas e isso não acontecia desde 2010. Esse resultado é positivo para a economia norte-americana, mas também contribui com a reeleição Barack Obama. Nos meses de dezembro e janeiro foram criadas 61 mil vagas a mais do que o número registrado nos meses anteriores e a taxa de desemprego também apresentou um percentual mais baixo que no ano anterior.

Mesmo com melhora no setor econômico, há 23,5 milhões de desempregados

Mesmo com o fortalecimento do setor econômico e a diminuição das taxas de desemprego, o crescimento ainda é bastante lento, dificultando a absorção dos mais de 23 milhões de cidadãos sem trabalho. Ben Bernanke, o chairman do Fed, disse na última semana que o cenário americano está longe do normal, mesmo com as melhoras promovidas pelo governo e pelo Banco Central Americano. Bernanke destacou a importância de melhorar o setor de bens e serviços, onde há muitos postos de trabalho. No entanto, segundo autoridades americanas, o país não deve ter um alto crescimento em 2012. Espera-se, no máximo, 2,7% de aumento.

Com o bom desempenho do país na criação de postos de trabalho, o novo relatório divulgado ontem passou a fazer parte da lista de documentos que contribuem para mostrar que os EUA estão saindo com força da crise econômica mundial. Esses números indicam que é possível melhorar a situação interna mesmo que o cenário internacional ainda esteja improvável com a desaceleração da China e a possibilidade de recessão da zona do euro.