Publicado em: terça-feira, 10/04/2012

EUA buscam fortalecer relações com o Brasil com visita de Dilma

Ontem o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu Dilma Rousseff na Casa Branca. O objetivo do encontro, segundo analistas, é reforçar o sistema de cooperação bilateral nas áreas de comércio, educação e energia. Mesmo com divergências sobre os casos do Irã e Cuba, Obama pretende estreitar os laços com a presidente Dilma. Obama já fez uma visita ao Brasil durante o atual governo em março do ano passado. Agora Dilma viajou no último domingo para Washington. Está é sua primeira viagem oficial para os Estados Unidos. Informações da Casa Branca são de que os dois representantes devem discutir os vínculos comerciais e econômicos entre os dois países.

A visita também terá como ponto na agenda a análise dos projetos de parceria nas áreas de energia, economia e finanças. Essa conversa já foi iniciada pelos dois presidentes quando Obama esteve no Brasil. Atualmente quem ocupa o primeiro lugar no destino das exportações brasileiras é a China, no entanto, durante décadas quem ocupou esse espaço foram os Estados Unidos. Essa substituição dos EUA pela China é um dos principais motivos que leva a reativação desta conversa. Além disso, os Estados Unidos, também possuem outros interesses, como beneficiar-se do potencial energético do Brasil. Atualmente o preço do combustível nos EUA tem preocupado os moradores e as autoridades.

Representantes possuem posições divergentes sobre alguns assuntos

Além destas questões econômicas, Obama pretende discutir com Dilma as sanções ao Irã. Essa será uma boa oportunidade para que os EUA peçam apoio ao Brasil pra aprofundar as sanções ao Irã, devido à existência de seu programa nuclear que tem incomodado os americanos. No entanto, enquanto Obama reafirma a eficácia das sanções impostas pelos EUA e pela União Europeia (UE), a presidente Dilma tem constantemente questionado o valor dessas ações. Dilma e Obama também possuem divergências quanto a participação de Cuba na Cúpula das Américas. Dilma pretende enfatizar que está será a última cúpula americana sem a presença de um representante cubano.