Publicado em: quinta-feira, 26/02/2015

Estudos indicam que hábitos alimentares pioraram no mundo inteiro

Uma série de estudos sobre obesidade indicaram que pessoas de alguns países mais pobres e com renda média estão apresentando dietas mais saudáveis do que dos países ricos. Os estudos ainda indicaram que os principais fabricantes de refrigerantes e salgadinhos no mundo tem mirado especial nas crianças, de uma forma que pode prejudicar gravemente a saúde delas. Os estudos foram publicados na última semana em uma revista especial, relatando o alarmante dado de que os hábitos alimentares vem registrando uma piora em todo o mundo.

A publicidade das comidas ruins tem aumentado consideravelmente ultimamente e poucos países estão tomando medidas para impedir que as crianças sejam atingidas por esses anúncios. Por outro lado, alguns países mais pobres se saíram bem no estudo que comparava o consumo de alguns alimentos saudáveis com outros que eram prejudiciais. Os países que apresentaram melhor resultado, em os mais de 185 pesquisados, foram Mali e Chade, seguidos de Laos, Mianmar e Guiana, além de Turquia e Grécia, em decorrência mediterrânea.Estudos indicam que hábitos alimentares pioraram no mundo inteiro

Já entre os países com piores dietas foram listados Argentina, Mongólia e Cazaquistão. Abaixo da média ficou os Estados Unidos, mais baixos que o Canadá ou México. O Brasil também não teve um bom desempenho, juntamente com outros países da Europa Oriental. Em países como Brasil, África do Sul, Vietnã, México, Índia e vários outros está surgindo um padrão alarmante, registrando o surgimento de crianças com altura atrofiada, algo que tem relação direta com a má nutrição, sem chegarem a obesidade.

A atrofia das crianças aumentou no Egito após 2003, com o abatimento de muitas aves como medida de contenção da gripe aviária H5N1. Por outro lado, a publicidade de salgadinhos, refrigerantes e cereais para criança só aumentou. Em países árabes, a propaganda de bebidas de cola superou US$ 40 milhões em 2006, chegando a US$ 400 milhões há três anos. No Egito, o consumo de Coca Cola por cada pessoa triplicou nas últimas décadas, assim como cresceu o número de lanchonetes de fast food. No país, um terço dos adolescentes enfrentam situação de sobrepeso.