Publicado em: sábado, 08/12/2012

Estudos indicam que algumas células cardíacas podem se regenerar

Estudos indicam que algumas células cardíacas podem se regenerarO coração dos seres humanos tem capacidade para se regenerar, mesmo que de forma limitada, porém existe uma espécie de truque feito pela genética que poderá alterar isso, conforme apontam duas pesquisas que foram publicados na revista científica “Nature” na quarta-feira (4).

Os novos estudos mostram uma perspectiva nova para realizar o tratamento de doenças do coração, que podem causar morte morte de 17 milhões de pessoas a cada ano no planeta.

Os pesquisadores do primeiro estudo pertencem ao Hospital Brigham and Women e Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, que ficam na cidade de Boston, nos Estados Unidos, e fizeram o acompanhamento de células do músculo cardíaco em camundongos desde que os animais nasceram.

O cientista Richard Lee junto de outros pesquisadores fizeram a descoberta que há uma pequena parcela dessas células, que não chega a 1%, que tem capacidade de fazer sua regeneração de maneira normal. Depois de haver um ataque cardíaco, a quantidade aumenta para 3%.

Conforme aponta o coautor Matthew Steinhauser, o fato de existirem células específicas anima, e ele diz que é um ponto em que os cientistas deverão se centrar, para talvez, as células cardíacas terem um melhor funcionamento no futuro.

O outro estudo, foi realizado no Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia, na cidade italiana de Trieste, e deu um passo a mais. O pesquisador Mauro Giacca e seu time utilizaram trechos pequenos de RNA, que tem responsabilidade na síntese de proteínas celulares, os microRNAs, e utilizaram para fazer estímulos na regeneração em células cardíacas.

Os cientistas rastrearam várias quantidades de microRNAs em camundongos e ratos e observaram qual seria a capacidade para eles se proliferarem. Após isso os cientistas, fizeram a indução de ataques cardíacos em animais ainda vivos e fizeram a descoberta que dois dos microRNAs específicos colaboraram com a reconstrução de corações com problemas, que voltaram a funcionar quase de maneira normal.

Após dois meses, a área do tecido que havia morrido teve sua redução pela metade, e a capacidade de o coração bombear sangue teve melhora de maneira significativa. Giacca diz que no momento, os microRNAs vão necessitar de testes em animais com grande porte, para que depois os testes possam ser feitos em seres humanos.