Publicado em: quarta-feira, 09/04/2014

Estudo sobre um novo tratamento contra o câncer é apresentado nos EUA

Estudo sobre um novo tratamento contra o câncer é apresentado nos EUAUma pesquisa apresentada no último domingo, em um congresso da Associação Americana de Pesquisa sobre o Câncer, mostrou um tratamento experimental de um laboratório americano que atrasou a evolução de um câncer de mama avançado. O responsável por isso é um novo agente chamado “palbociclib”, administrado com outro medicamento contra o câncer já à venda, o Femara (Letrozol), conteve a evolução de um tumor durante mais ou menos 20 meses.

Já com os pacientes que foram tratados somente com Femara, levou apenas dez meses. O estudo foi feito com 165 mulheres. De acordo com Mace Rothenberg, que vai à frente de pesquisas clínicas da Pfizer, responsável pelo estudo, esses dados mostram que o palbociclib pode resultar em um avanço importante no tratamento de mulheres com esse tipo de câncer agressivo.

Não significativa

A nova forma de tratamento age contra algumas proteínas que se chamam CDK 4 e 6, e pode ajudar pelo menos 80% das mulheres que sofrem com o câncer de mama hormonosensível, que é o tipo mais comum entre elas. Essas proteínas – cinases dependentes de ciclinas – ajudam na divisão de células cancerígenas e contribuem para o crescimento do tumor. Sendo comparado com o tratamento antigo e tradicional, o ganho foi de 4,2 meses (12%), chegando a 37,5 meses em pacientes tratados com palbociclib, e 33,3 meses no grupo de controle.

Essa diferença, por mais que pareça ser um grande passo, não foi considerada estatisticamente como significativa. Contudo, segundo a empresa, ainda é cedo para obter números que reflitam os efeitos desse tratamento na expectativa de vida. Antes de qualquer afirmação, a Pfizer irá aguardar possuir o aval da agencia americana reguladora de medicamentos e alimentos (FDA, em inglês). O palbociclib também é avaliado e é destaque em uma pesquisa para tratar outros cânceres mais avançados.