Publicado em: domingo, 06/07/2014

Estudo revela que pessoas preferem fazer qualquer outra coisa a ter que pensar

Estudo revela que pessoas preferem fazer qualquer outra coisa a ter que pensarUm estudo publicado na edição impressa da revista “Science”, revelou que grande parte das pessoas preferem causar dor a si mesmas do que passar 15 minutos em um quarto sem fazer nada além de ter que pensar. Foram feitas 11 experiências diferentes pelos cientistas das Universidades da Virgínia e de Harvard, a intenção era observar como as pessoas reagiam quando eram solicitadas a passar algum tempo sozinhas. Cerca de 200 pessoas foram voluntárias nas experiências. Foram escolhidos estudantes, universitários e outros voluntários, com idade entre 18 e 77 anos, selecionados em locais distintos, desde uma igreja a uma feira. De acordo com os pesquisadores, eles pediram que as pessoas se sentassem sozinhas em um quarto sem nada em volta, incluindo, telefone celular, material de leitura, ou para escrever e depois precisaram descrever o que fizeram nesse tempo disponível para se entreterem com seus pensamentos entre 6 e 15 minutos. O resultado mostrou que 57% deles acharam difícil se concentrar, e 80% disseram que seus pensamentos foram longe. Mais da metade das pessoas não gostou dessa experiência, e a conclusão que se obteve foi que “a maioria das pessoas não gosta de ‘só pensar’ e ficou constatado que preferem ter algo diferente para fazer no tempo ocioso”.

Trapaças

Após esses resultados, os cientistas passaram a concentrar a atenção nas pessoas que de alguma forma tentavam evitar ficar sozinhas com seus pensamentos. Em uma das experiências, eles solicitaram que os estudantes separassem um tempo para pensar em casa. 32% deles afirmaram ter trapaceado, saindo de suas cadeiras e indo fazer outras coisas. Já um número maior de adultos que participaram, 54% diz ter quebrado as regras estabelecidas. A coautora da pesquisa Erin Westgate, estudante de Doutorado da Universidade da Virgínia, ressaltou que esse número provavelmente está subestimado, porque essas respostas vieram apenas dos que foram honestos e confessaram que haviam trapaceado. Ela conta ainda que no início do estudo acreditou que pelo menos as pessoas não dariam choques nelas mesmas.