Publicado em: quinta-feira, 20/10/2011

Estudo questiona credibilidade dos testes de QI

Durante a adolescência, os jovens vivenciam enormes oscilações de inteligência. A habilidade intelectual não é estável, ela acompanha o amadurecimento do cérebro. É o que afirma um estudo publicado quarta-feira (19) na revista britânica Nature. A pesquisa questiona a teoria de que a habilidade intelectual seria estável ao longo da vida.

Na pesquisa, os cientistas acompanharam 33 adolescentes em 2004, quando os jovens tinham entre 12 e 16 anos. Foi utilizado um teste padrão de coeficiente de inteligência, que mede o “QI verbal”, avaliando habilidades de linguagem, aritmética, conhecimento geral e memória. Também avaliou o “QI não verbal”, onde os voluntários identificavam partes faltantes de uma fotografia ou solucionar quebra-cabeças.

Outro teste foi realizado em 2007 e 2008, quando reuniram os jovens novamente. Eles foram submetidos a exames com scanner de ressonância magnética, para capturar a imagem tridimensional do cérebro. Alguns adolescentes diminuíram o QI, enquanto outros aumentaram. Com a análise das ressonâncias, identificaram que os cérebros passaram por mudanças significativas.

Estudos anteriores já haviam apontado a maleabilidade do cérebro, como um órgão que pode mudar de estrutura até mesma na vida adulta. Se a descoberta for confirmada, a implicações podem ser grandes. Uma das pesquisadoras, Cathy Price, explica melhor: “Temos que ser cautelosos para não descartar aqueles com desempenhos piores em um estágio precoce, quando de fato seu QI pode melhorar significativamente alguns anos adiante”.