Publicado em: quarta-feira, 21/05/2014

Estudo na Grã-Bretanha visa avaliar os riscos que os celulares oferecem as crianças

Estudo na Grã-Bretanha visa avaliar os riscos que os celulares oferecem as criançasUma pesquisa da Grã-Bretanha está investindo em uma pesquisa que avalia se celulares e outras tecnologias portáteis afetam diretamente o desenvolvimento mental das crianças. Este estudo tem a função de monitorar 2.500 crianças de 11 e 12 anos, e é financiado pelo governo e indústria. Para que se possa chegar a algum tipo de resultado, serão feitos testes de capacidade cognitiva, testando a habilidade de pensamento, memória e atenção.

Após este período, ele será repetido em 2017 para que seja comparado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, pesquisas nessa área tem grande prioridade. Em média, 160 escolas secundárias que estão ao redor de Londres, foram selecionadas para receber convites e inscrever alunos para que participarem do estudo.

Pesquisadores afirmam que ainda não ser sabe o suficiente para dizer qual o impacto que essas tecnologias têm sobre as crianças, e quais os danos que podem trazer, contudo, parte da investigação sobre o uso de celulares tem tido o foco em adultos, principalmente no risco de câncer no cérebro, mas até agora não foi identificado nenhum dano ocorrido. Mesmo que isso ainda não tenha acontecido, o serviço de saúde britânico, NHS alerta que crianças que tiverem menos de 16 anos não usem telefones celulares frequentemente, somente quando houver necessidade.

Faixa etária específica

Os pesquisadores acreditam que o cérebro das crianças fica mais vulnerável por ainda estar em fase de desenvolvimento. A pesquisa é desenvolvida pelo Imperial College London, no qual irão colocar em prática essa ideia, avaliando todos os dados das operadoras e fazendo questionamentos as crianças e as duas famílias sobre o uso dos eletrônicos e dispositivos móveis, incluindo tablets. A idade em deve ser avaliada é principalmente entre 11 e 12 anos, porque grande parte das crianças ganham seus primeiros celulares nessa idade na Grã-Bretanha, assim que entram no ensino secundário. Em média, 70% desses adolescentes possuem celular.