Publicado em: segunda-feira, 01/09/2014

Estudo mostra que a falta de ferro pode causar lesões no nervo óptico de bebês

Estudo mostra que a falta de ferro pode causar lesões no nervo óptico de bebêsUm estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, mostrou que a deficiência de ferro pode causar danos no nervo óptico de bebes. O resultado da pesquisa veio após uma análise nos nervos ópticos de ratos que ficaram sem ferro logo depois do nascimento. O estudo foi conduzido pelo pesquisador Everton Horiquini Barbosa, nele, foram avaliados um grupo de 36 ratos recém-nascidos, divididos em dois grupos, afim de conseguir distinguir melhor cada efeito causado pela falta de ferro. No primeiro grupo, as mães precisaram fazer uma dieta com a ausência do ferro. O segundo grupo foi testado como controle, as mães receberam ração comum.

Após os 32 dias de vida, os filhotes tiveram seus nervos ópticos analisados. Segundo Barbosa, foram encontradas algumas alterações que fazem toda a diferença na parte visual do cérebro do rato. O nervo óptico é formado por fibras nervosas, e no rato deficiente em ferro, elas demonstraram estar bem alteradas e lesadas. Ele acredita que isso pode alterado a acuidade visual do rato. Além disso, o pesquisador afirma que esses danos foram se desenvolvendo; pode ser percebido que o animal avaliado aos 32 dias de idade, possuía mais lesões do que um que foi avaliado com apenas 22 dias.

Desenvolvimento do cérebro

O que explica isso é o desenvolvimento do cérebro do rato, que diferente dos humanos, acontece geralmente após seu nascimento. Por conta disso, os danos nos nervos ópticos que foram identificados pelo estudo, aconteceram enquanto os animais ainda estavam em fase de desenvolvimento cerebral. Os resultados obtidos por meio da pesquisa foram divulgados em um painel na XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que irá acontecer essa semana em Caxambu, Minas Gerais. De acordo com Barbosa, os resultados podem se encaixar para os seres humanos também.