Publicado em: terça-feira, 26/03/2013

Estudo diz que pirataria e streaming não chegam a afetar vendas de músicas digitais

Estudo diz que pirataria e streaming não chegam a afetar vendas de músicas digitaisUma pesquisa que o centro de pesquisas da União Europeia realizou aponta que o consumo de música de maneira ilegal feito através de downloads não chega a afetar a quantidade de vendas deste conteúdo através de streaming.

O estudo aponta que existe um consenso sobre os efeitos negativos sobre a pirataria online em vendas offline de músicas que são gravadas em produtos físicos. Mas há uma menor atenção dada, para os efeitos do consumo de músicas online ilegais sobre vendas online de maneira legal de músicas digitais.

Os cientistas fizeram acompanhamento de como é o comportamento de 16 mil usuários na web, tendo foco para visitas em sites que são legais e ilegais para o consumo de músicas. Entre as conclusões, o grupo chega a afirmar que grande parte de músicas que são consumidas de maneira ilegal não iriam ser compradas de maneira legal se sites para o download ilegal não fossem acessíveis para eles.

Segundo os pesquisadores, downloads não legais contam com mínimo ou efeito algum sobre vendas digitais de maneira legal. Após a indústria fonográfica abraçar o comércio digital, as receitas tiveram aumento para mais de 100% entre os anos de 2004 até 2010 e 8% no ano de 2011, o que gerou movimentação de US$ 5,2 bilhões, conforme dados da Associação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), que foram apresentados no artigo.

Os estudiosos, porém, ponderam que os resultados que foram encontrados na pesquisa não chegam a contradizer pesquisas feitas anteriormente, que acharam muitas alterações em padrões de vendas sobre música física de maneira legal devido ao aumento dos downloads digitais feitos de maneira ilegal. Foi ressaltada a importância de receitas vindas do mercado físico até a indústria fonográfica como um todo e afirmou que a caso a pirataria comece a afetar vendas que estão em excesso, isso iria afetar de maneira negativa a indústria como um todo.

No final, o documento concluiu que mesmo com a impossibilidade de poderem ser determinadas as implicações políticas da indústria com esta pesquisa, por estar focada apenas no lado digital, é importante que seja ressaltada a importância do digital em receitas de gravadoras e considerar que a música digital que é pirata não deveria ser olhada como preocupação para donos dos direitos autorais nesta era digital e ao contrário, os resultados apontam que novos canais para consumo de músicas digitais como o streaming online só afetam de maneira positiva.

Sobre isto a IFPI chegou a emitir um comunicado em que critica resultados apontados na pesquisa, dizendo que este estudo tem falhas e é enganoso, pois segundo a associação, os resultados não estão conectados com a realidade do comércio e são feitos em base numa visão limitada de mercado, e há contrariedade devido a grande quantidade de pesquisas de maneira alternativa que confirmam que há um impacto negativo que a pirataria tem sobre o mundo das músicas legítimas.

A IFPI disse ainda que caso uma grande quantidade de usuários que realizam downloads de maneira ilegal não comprarem músicas, não há lógica pensar que este comportamento não legal pode estimular vendas legais e não causar mal algum.