Publicado em: segunda-feira, 11/02/2013

Estudo diz que estímulos elétricos sobre nervos podem diminuir enxaqueca

Uma pesquisa que foi durante a quarta-feira (6) na edição eletrônica do jornal Neurology da Academia Americana de Neurologia, aponta que usar um estimulador de nervos em 20 minutos ao dia pode ajudar a reduzir a ocorrência de enxaquecas. Esse estimulador é utilizado na testa e cria um impulso elétrico no nervo supraorbital e não foram apontados efeitos colaterais que este estímulo possa provocar.

Esta pesquisa foi realizada em duas etapas. Durante a primeira, os cientistas fizeram o acompanhamento de 67 pessoas durante por um mês que estavam sofrendo em média quatro ataques de enxaqueca a cada mês, sem que fosse oferecido tratamento algum.

Logo após, este grupo chegou a ser dividido em dois, parte do grupo recebeu um estímulo durante 20 minutos ao dia por três meses, e restante foi dada um estimulo com níveis mais baixos para que pudesse provocar algum efeito.

Os resultados apontaram que as pessoas que ganharam o estímulo tiveram registro de enxaqueca por menos dias durante o terceiro mês, se comparados com o primeiro, em que não existiu tratamento. A média por mês das fortes dores na cabeça foi reduzida de 6,9 dias a 4,8 dias no grupo. Já entre os que receberam o placebo não houve alterações.

Os cientistas então foram analisar a quantidade de pessoas que tiveram registros de queda na quantidade de dias que tinham enxaqueca de 50% ou até mais. Foi descoberto que 38% deles tiveram o estimulo, contra 12% que tiveram tratamentos com placebos.

Conforme os cientistas, a pesquisa abre caminho para que seja criados novos tratamentos, que possam gerar menor incômodo que os efeitos dos atuais remédios para as dores de cabeça intensa.

Jean Schoenen da Universidade de Liège na Bélgica apontou que os resultados foram animadores, pois foi semelhante aos de drogas que são usadas para que a enxaqueca possa ser prevenida e que, várias vezes, podem apresentar algum efeito colateral. Fora isso, de maneira frequente, os efeitos colaterais chegam a ser tão ruins que podem fazer com que pacientes deixem o consumo do remédio de lado.