Publicado em: domingo, 08/06/2014

Estudo diz que consequências da subnutrição traz efeitos duradouros

Estudo diz que consequências da subnutrição traz efeitos duradourosUm tipo de terapia nutricional foi responsável por salvar a vida de milhares de crianças que estavam subnutridas, entretanto, essa mesma não tem o poder de reconstruir a flora intestinal que é indispensável para a saúde. Na última quarta-feira (04), foi publicado um artigo sobre o assunto na revista cientifica britânica “Nature”. Na pesquisa que foi realizada, os cientistas puderam identificar problemas, mas que até agora não podem ser vistos, mas tudo indica que seja do grau de severidade da fome.

Essa realidade explica o motivo das crianças de países subdesenvolvidos ou que passam por guerras, não terem a capacidade de conseguir se desenvolver normalmente e também estarem sempre sujeitas a pegar doenças, mesmo recebendo tratamento com uma alimentação diferente. De acordo com os responsáveis pelo estudo, dos Estados Unidos e Bangladesh, o tratamento com comida terapêutica tem transformado a vida de crianças com desnutrição ajuda severa, além disso, a mortalidade tem tido uma queda gradativa, porém, as consequências da falta de alimentação de antes, desencadeia uma série de problemas, impedindo que ela tenha um crescimento sadio.

Desnutrição aguda severa

Os cientistas também analisaram a flora intestinal de crianças que residiam na favela Mirpur, em Daca, Bangladesh e comparou a situação com a de um grupo que havia recebido tratamento para a desnutrição aguda severa – de acordo com a sigla em inglês -. O tratamento para que essas crianças pudessem ter a saúde reestabelecida novamente, foi dada a eles uma pasta feita com amendoim, e também uma comida terapêutica a base de arroz e lentilhas.

Todos os cuidados necessários e avaliações foram feitos antes do tratamento, principalmente em relação as bactérias que ajudam na ingestão da comida e na produção de algumas vitaminas, os testes foram feitos antes, durante e após o tratamento. Segundo o coautor do estudo, Jeffrey Gordon, do Centro de Ciências do Genoma e Biologia dos Sistemas da Universidade de Washington em Saint Louis, as crianças subnutridas possuíam uma chamada ‘comunidade microbiana imatura’ que não é adequado para a idade cronológica.